A projeção do mercado para o crescimento da economia brasileira em 2026 caiu para 1,89%, enquanto a estimativa para a inflação do mesmo ano recuou para 4,9%. Os números aparecem na nova edição do Relatório Focus, divulgada nesta segunda-feira (14) pelo Banco Central.
Mesmo com a redução na previsão do IPCA, o resultado esperado continua acima do limite definido para a meta de inflação. O Conselho Monetário Nacional estabeleceu o centro da meta em 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Assim, o intervalo considerado compatível vai de 1,5% a 4,5%. A projeção de 4,9% fica 0,4 ponto percentual acima do teto.
Inflação acumulada
Os preços de bens e serviços subiram 0,07% em julho. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,44%, abaixo do limite superior da meta anual. Em 2025, o IPCA acumulou 4,26%, acima do centro de 3%, mas dentro do intervalo permitido, já que não ultrapassou 4,5%.
Atividade econômica
A previsão de crescimento do PIB para 2026 ficou abaixo de outras estimativas citadas no relatório. O Banco Central trabalha com expansão em torno de 2%, enquanto o governo federal mantém uma projeção de 2,3%. O Ministério da Fazenda já sinalizou que esse número pode ser revisado por causa dos efeitos dos juros elevados e do endividamento sobre a atividade produtiva.
O Fundo Monetário Internacional elevou para 2,4% sua estimativa para o crescimento do Brasil em 2026 em revisão divulgada no dia 8 de julho. Em abril, a previsão era de 1,9%. O PIB brasileiro cresceu 2,3% em 2025, segundo dados consolidados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Juros básicos
Na última reunião do Comitê de Política Monetária, realizada nos dias 4 e 5 de agosto, o Banco Central reduziu a Selic de 14,25% para 14% ao ano. O colegiado volta a se reunir nesta semana para definir os próximos passos da política monetária.
A Selic é usada pelo Banco Central para controlar a liquidez do mercado e orientar as expectativas de preços. A taxa também serve de referência para títulos públicos federais negociados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia e para os juros cobrados na economia.







