Um motoboy teve a motocicleta retida durante uma fiscalização de trânsito após ser flagrado fazendo entregas de chinelo. A escolha do calçado, feita para aliviar o calor do verão, descumpre uma regra prevista no Código de Trânsito Brasileiro e pode interromper o trabalho até que um tênis fechado seja levado ao local da abordagem.
A norma impede o uso de sapatos que não fiquem bem presos ao calcanhar ou que atrapalhem o controle dos pedais. Como o chinelo pode se soltar do pé, existe o risco de a tira de borracha enroscar no câmbio ou de o condutor perder o contato adequado com o freio traseiro.
A conduta é considerada uma infração de trânsito de gravidade média. Além da possibilidade de machucar os pés em uma queda, o veículo pode permanecer retido até que alguém entregue um calçado fechado ao motociclista.
Riscos de pilotar de chinelo
O calçado pode escorregar do pedal durante uma frenagem brusca, dificultar o apoio do pé em uma pista molhada ou com óleo e prender no pedal de câmbio durante a troca de marcha. Em uma queda, o asfalto quente também pode causar queimaduras e lesões nos pés.
Para evitar problemas, a recomendação é usar um tênis confortável ou uma sapatilha própria para motociclistas antes de sair. Em dias quentes, meias finas de algodão podem ajudar a evaporar o suor com mais rapidez. O calçado fechado deve ficar bem amarrado para reduzir o risco de retenção do veículo e de interrupção do trabalho.
Se a fiscalização parar a motocicleta, o condutor deve manter o respeito com os agentes e evitar confronto durante a abordagem. Caso esteja de chinelo, pode pedir a um colega ou parente que leve um tênis fechado até o ponto de parada. Essa medida pode evitar o guinchamento para o pátio da prefeitura, além de taxas de guindaste e diárias.







