A McDonald’s anunciou o plano “Next”, com investimento de US$ 8,5 bilhões para reformular a operação e recuperar o movimento em seus restaurantes. A estratégia inclui a revitalização das unidades, melhorias na experiência dos clientes e a abertura de novos pontos, além de uma tentativa de mudar a percepção sobre os preços da marca.
A decisão ocorre após resultados abaixo do esperado e em um cenário de maior disputa pelo consumidor. Parte do público passou a considerar a rede cara demais para o segmento de fast-food. Na última década, os preços de alguns dos principais menus avançaram mais que a inflação.
O orçamento das famílias também influencia as escolhas de consumo. A alta dos combustíveis pode afetar o movimento em restaurantes com drive-thru, caso alguns consumidores reduzam os deslocamentos de carro. O plano, porém, não será concentrado apenas na questão dos preços: a companhia pretende atuar em diferentes pontos da operação.
A concorrência também mudou. Hambúrgueres ganharam versões mais sofisticadas, enquanto novas marcas passaram a investir em produtos premium e a chamar atenção nas redes sociais. Ao mesmo tempo, opções como frango empanado, tacos e poke bowls disputam o mesmo público, tanto entre consumidores que procuram novidades quanto entre aqueles em busca de preços baixos.
Mudanças nos hábitos alimentares
A expansão dos medicamentos para controle de peso, especialmente nos Estados Unidos, acrescenta outro desafio para o setor. Ozempic, Wegovy e Mounjaro estão associados a alterações nos hábitos alimentares e podem reduzir o consumo de determinados alimentos.
Um estudo de pesquisadores da Universidade Cornell indicou que pessoas que usam esses medicamentos gastam, em média, 8% menos em restaurantes de fast-food. Para a McDonald’s, o cenário reúne pressão sobre os preços, concorrência ampliada e mudanças no comportamento dos consumidores.







