CAMPO GRANDE — As chuvas e a umidade em Minas Gerais reduziram a oferta de morangos e pressionaram os preços em Campo Grande. A fruta comercializada na cidade vem, em parte, de municípios mineiros, incluindo Pouso Alegre, no Sul do estado.
A umidade favorece o surgimento de fungos e pode causar a perda dos frutos ainda no campo. Com o solo e as plantações molhados, a colheita também fica mais difícil. No DG Hortifrúti, a quantidade recebida caiu entre 30% e 40%, segundo o vendedor Amaro de Souza Filho.
Alta nas caixas de morango
Na Mape, a caixa com quatro bandejas de morango tradicional passou a ser vendida por R$ 55. Antes, o preço variava entre R$ 35 e R$ 40. O reajuste informado foi de R$ 20, equivalente a 57,1%.
O morango maior, usado principalmente na confeitaria, chegou a R$ 65. Nesse caso, a alta foi de R$ 25, ou 62,5%.
Em outro estabelecimento, uma caixa que custava R$ 25 passou a ser comercializada por R$ 65, aumento de R$ 40, correspondente a 160%.
Thiago Bueno, vendedor da Mape, relacionou a alta aos efeitos das chuvas e da umidade sobre a produção. Ele explicou que o excesso de umidade favorece fungos e provoca perdas na lavoura. Também afirmou que a colheita está menor, enquanto a procura continua.
Outros produtos também subiram
O limão teve aumento no DG Hortifrúti. O saco com 20 quilos, que custava cerca de R$ 80, passou para R$ 250. Amaro de Souza Filho também informou alta nos preços de cebola, batata, tomate, pimentão e repolho.
De acordo com o Anuário HF 2026, da Embrapa, Minas Gerais responde por 50% da produção brasileira estimada de morango. A redução da oferta nas áreas produtoras tem afetado o volume enviado aos estabelecimentos e os preços pagos pelos consumidores em Campo Grande.







