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Motorista é preso em Campo Grande com munições guardadas desde o Exército

Antônio Fernandes disse que mantinha 15 munições como lembrança do período em que serviu no Exército Brasileiro.

Motorista é preso em Campo Grande com munições guardadas desde o Exército
Foto: Reprodução/processo

O motorista de aplicativo Antônio Fernandes, de 54 anos, foi preso em flagrante durante a Operação Perfume de Mulher, nesta terça-feira (22), após equipes encontrarem 15 munições na casa dele, no Bairro Santa Emília. Ele afirmou que guardava o material havia cerca de 35 anos, como lembrança do período em que serviu no Exército Brasileiro.

A prisão ocorreu por volta das 6h, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão expedido pela 3ª Vara Federal de Campo Grande. Conforme o boletim de ocorrência, agentes do Gaeco localizaram as munições dentro de uma caixa: 13 eram de calibre .762 e duas, de calibre 9 mm. Todas tinham a marca CBC.

Fernandes declarou que recebeu as munições em 1991, quando trabalhava na limpeza do paiol do Exército. Segundo a versão apresentada por ele, um sargento autorizou que levasse parte do material que seria inutilizado. O motorista disse que não sabia que conservar as munições poderia ser considerado irregular e que nunca teve porte de arma.

“Na minha cabeça era uma recordação que eu guardei do quartel”, afirmou Antônio Fernandes. Ele também não soube informar o nome do sargento citado no depoimento. Depois da apreensão, foi levado à Depac Cepol.

Investigação sobre perfumes

A Operação Perfume de Mulher é conduzida pela Receita Federal, pelo MPF e pelo MPMS. A apuração investiga uma organização suspeita de movimentar mais de R$ 300 milhões com a entrada e a distribuição clandestina de perfumes estrangeiros.

Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Pernambuco. Desse total, 10 foram executados em Campo Grande. De acordo com as investigações, os produtos, principalmente perfumes da linha árabe, entravam no Brasil pelo Paraguai, pela região de Ponta Porã. As mercadorias passavam por depósitos em Campo Grande antes de serem encaminhadas a centros de distribuição em São Paulo e Pernambuco.

A apuração teve início após apreensões realizadas entre 2024 e 2026. Em outubro de 2025, cerca de R$ 10 milhões em perfumes foram encontrados em um depósito no Bairro Coronel Antonino, em Campo Grande.

A investigação também examina a utilização de documentos fiscais possivelmente irregulares, empresas registradas para encobrir as operações, terceiros usados para ocultar a identidade dos envolvidos, movimentações destinadas a esconder patrimônio, lavagem de dinheiro e negociações com fornecedores estrangeiros por meio de criptoativos. A Justiça Federal determinou o bloqueio de até R$ 100 milhões em bens e valores.

O homem apontado como líder do grupo foi preso em Foz do Iguaçu (PR). Em Campo Grande, a operação apreendeu perfumes, veículos, celulares, documentos e outros produtos estrangeiros.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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