A juíza Reine Alapini-Gansou, do Tribunal Penal Internacional (TPI), afirmou nesta quarta-feira (23) que os países precisam responder aos ataques contra a instituição. O pedido ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defender a saída dos Estados-membros do tribunal.
Durante um colóquio na Assembleia Nacional francesa, a magistrada de Benin disse que o TPI atravessa uma crise sem precedentes. Segundo ela, o direito internacional nunca havia registrado uma ameaça de destruição contra uma instituição dessa magnitude.
Sanções e pressão dos EUA
Em discurso na Assembleia Geral da ONU na terça-feira (22), Trump pediu que os Estados-membros deixassem o TPI “oficial e imediatamente”. O presidente americano classificou o tribunal como “uma instituição fora de controle”.
O governo dos EUA também impôs sanções a funcionários do TPI, responsável por julgar autores dos crimes mais graves. A ofensiva se intensificou depois que o tribunal emitiu uma ordem de prisão contra o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, aliado próximo dos Estados Unidos.
Alapini-Gansou, segunda vice-presidente do TPI, está entre as pessoas sancionadas. A medida foi adotada em 5 de junho de 2025, porque ela integrou a comissão que analisou o caso contra Netanyahu e seu ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant.
Cobrança por medidas
A juíza afirmou que os atores políticos e os Estados devem assumir a resposta aos ataques. Embora tenha reconhecido as declarações de apoio recebidas pelo tribunal, ela pediu iniciativas práticas.
Até o momento, nove dos 18 juízes, os três integrantes da Procuradoria e um funcionário estão sujeitos às sanções dos Estados Unidos, segundo Alapini-Gansou.








