A China já responde por mais da metade dos veículos importados pelo Brasil. Entre janeiro e agosto, o país trouxe de fora 406,7 mil unidades, e as compras de veículos chineses mais que dobraram em relação ao ano passado. Em agosto, quatro dos dez carros mais vendidos no varejo brasileiro eram de marcas chinesas.
O avanço das importações ocorre em um mercado interno aquecido. As concessionárias venderam 275,1 mil veículos em agosto, alta de 22,1% na comparação com o mesmo mês de 2025. No acumulado do ano, foram mais de 1,97 milhão de unidades, crescimento de 18,4%. A marca de 2 milhões de emplacamentos foi alcançada no começo de setembro, um mês antes do registrado em 2025.
A produção nacional também cresceu. Foram fabricadas 271,2 mil unidades em agosto, considerando carros de passeio, picapes, furgões, caminhões, ônibus e máquinas agrícolas e de construção civil. O volume foi 9,4% maior que o de agosto do ano passado e o maior para um mês desde outubro de 2019. No ano, a fabricação chega a quase 1,9 milhão de veículos, avanço de 8,5%.
Produção e exportações
A Anfavea informou que dois terços do crescimento da produção vêm de veículos montados no Brasil com peças prontas ou semiprontas importadas, e não de modelos totalmente fabricados no país.
As exportações perderam força. Em agosto, foram embarcados 39,8 mil veículos, alta de 2,2% sobre julho, mas queda de 31,7% na comparação anual. A Argentina puxou o recuo: no acumulado do ano, os envios ao país caíram 36,6%. Uruguai e Chile também passaram a importar mais da China, enquanto a Colômbia foi o único mercado latino-americano com crescimento nas compras de veículos brasileiros.
As vendas de carros elétricos e híbridos atingiram recorde, com 24,4% de participação nos emplacamentos. O programa Carro Sustentável elevou as vendas de modelos fabricados no país em 27,2% desde 2024 e vale até o fim deste ano. Entre os caminhões, o Move Brasil ajudou a reduzir a queda nas vendas de 31,5% em janeiro para 4,9% em agosto.







