A Jaguar Land Rover (JLR) abriu um programa de demissões voluntárias como parte de uma reestruturação que prevê eliminar cerca de 4.000 empregos no mundo até 2028. A empresa confirmou o plano na última segunda-feira, 7, e estima que a redução corresponda a aproximadamente 10% da força de trabalho.
A meta é gerar uma economia de £ 1,7 bilhão em um cenário de pressão sobre as vendas, tarifas, concorrência chinesa e custos elevados da transição para carros elétricos. A montadora também quer diminuir seu ponto de equilíbrio anual de aproximadamente 380 mil para 300 mil veículos, reduzindo a dependência de volumes altos de vendas.
Adesão voluntária e possíveis cortes obrigatórios
A primeira fase será direcionada a funcionários assalariados e gestores. O prazo para aderir ao programa termina em 4 de outubro. As funções ligadas diretamente às linhas de produção não entram inicialmente na medida.
Se o número de adesões não alcançar a meta, a JLR poderá realizar cortes obrigatórios. Os cargos que poderão participar do programa ainda serão definidos, e o processo será acompanhado por sindicatos e representantes dos trabalhadores.
Investimentos em eletrificação continuam
Controlada pela Tata Motors, a JLR planeja investir entre £ 15 bilhões e £ 18 bilhões nos próximos cinco anos. Os recursos serão destinados à eletrificação, à tecnologia digital, à manufatura avançada e à experiência do cliente.
A empresa, portanto, combina a redução de despesas com a manutenção de investimentos para a transição tecnológica. A reestruturação ocorre enquanto a indústria automotiva europeia enfrenta custos elevados, mudanças tecnológicas, margens menores e dificuldades em mercados estratégicos.
Produção e próximos passos
A empresa indica que o plano não deve interromper imediatamente a produção de modelos como Range Rover e Defender. Também continuam os planos para uma nova geração de veículos elétricos da Jaguar.
A JLR agora deve detalhar os cargos elegíveis e avaliar se as demissões voluntárias serão suficientes. O resultado do programa poderá ser acompanhado de perto por trabalhadores e sindicatos em um setor pressionado pela eletrificação acelerada e pela disputa com fabricantes asiáticos.







