A Jaguar Land Rover deve cortar 4 mil postos de trabalho nos próximos dois anos, em meio à queda nas vendas, ao aumento dos custos e às tarifas americanas mais altas. A montadora britânica também enfrenta a redução da demanda na China e a concorrência de veículos elétricos chineses no mercado do Reino Unido.
A empresa comunicou aos funcionários que um programa de demissões seria anunciado. Em nota, informou o lançamento de um plano de demissão voluntária para economizar cerca de 1,7 bilhão de libras ao longo de dois anos. A companhia não detalhou quantos postos serão eliminados no programa.
Medidas para reduzir custos
A Jaguar Land Rover pretende diminuir seu ponto de equilíbrio para 300 mil veículos e simplificar as operações em resposta às condições do mercado global. A empresa emprega cerca de 33 mil pessoas no Reino Unido e pertence à indiana Tata Motors Passenger Vehicles.
A receita caiu quase 10% no trimestre mais recente. No mesmo período, o lucro antes dos impostos recuou 69%, para 109 milhões de libras.
O desempenho ocorre enquanto a montadora lida com preços elevados em sua linha elétrica. O primeiro Range Rover elétrico começou a ser vendido neste mês por 154.070 libras. O modelo custa quase 50 mil libras a mais que o veículo equivalente da JLR com motor a combustão, ampliando a diferença em relação aos SUVs mais baratos produzidos na China.
Além das tarifas americanas e da menor demanda chinesa, a empresa enfrentou, no ano passado, um ataque cibernético que paralisou suas operações globais. O setor automobilístico europeu também sofre pressão da concorrência dos veículos elétricos chineses.
A Volkswagen, outra montadora europeia, apoia um plano de reestruturação que prevê o corte de outros 50 mil empregos.







