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BMW alerta para possível restrição chinesa de baterias após tarifas europeias

Milan Nedeljković defende acordos de preços entre Bruxelas e Pequim e diz que novas tarifas podem provocar retaliação da China.

BMW alerta para possível restrição chinesa de baterias após tarifas europeias

A BMW avalia que novas tarifas europeias sobre carros elétricos fabricados na China podem levar Pequim a restringir o fornecimento de células de bateria para montadoras do bloco. O alerta foi feito pelo CEO Milan Nedeljković, que assumiu o comando da empresa em maio deste ano.

Na avaliação do executivo, a União Europeia tem margem limitada para ampliar a pressão comercial porque depende de um insumo controlado pela China. Nedeljković defende acordos voluntários de preços entre Bruxelas e Pequim como alternativa a uma nova rodada de tarifas, que, segundo ele, representaria uma intervenção ainda maior no mercado.

Tarifas e preços

A União Europeia já aplica sobretaxas de 17% a 35,3% sobre veículos elétricos produzidos na China. As cobranças variam conforme a marca e foram adotadas após uma investigação antissubsídios.

Nedeljković afirmou que alguns modelos chineses são vendidos na Europa por valores que “não fazem sentido do ponto de vista comercial”. Para ele, essa diferença contribui para o avanço de tendências protecionistas no continente, mas não deveria ser respondida apenas com novas tarifas.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou como insustentável o déficit comercial do bloco com a China. A Comissão Europeia avalia novas medidas.

A posição da BMW contrasta com a de Volkswagen, Renault e Stellantis, que apoiam o projeto “Made in Europe”. A proposta exige que 70% do conteúdo de um carro venha da região. Uma estimativa do Instituto Bruegel indica que a regra poderia acrescentar mais de 2 mil euros ao preço de um carro elétrico, principalmente por causa do custo mais alto das baterias produzidas na Europa.

Exposição da BMW ao mercado chinês

A montadora fabrica na China o MINI Cooper elétrico e o MINI Aceman, ambos exportados para a Europa. Por isso, os dois modelos seriam diretamente afetados por um eventual aumento das tarifas sobre veículos chineses.

O mercado chinês também perdeu espaço para a BMW. As entregas da marca no país caíram de 847.900 carros em 2021 para 626.000 em 2025, uma redução de 26% em quatro anos. Marcas locais como BYD, SAIC e Geely absorveram parte dessa perda e ampliaram suas operações na Europa com preços abaixo dos praticados pelas rivais alemãs.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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