A Monashees Gestão de Investimentos foi escolhida para administrar um fundo voltado a startups brasileiras que tenham a inteligência artificial como base do negócio. A iniciativa poderá mobilizar até R$ 500 milhões e faz parte do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA).
A seleção foi divulgada pelo BNDES nesta segunda-feira (14), depois de uma chamada pública que recebeu 17 propostas. Antes de começar a operar, o projeto ainda passará pelas etapas de análise, diligência e estruturação. O valor previsto corresponde à expectativa de recursos para o Fundo de Investimento em Participações de Inteligência Artificial.
Quanto poderá ser investido
A BNDESPAR poderá comprometer até R$ 125 milhões no fundo. Já o FNDCT/Finep poderá aportar até R$ 80 milhões. A participação de cada cotista-âncora será limitada a 25% do fundo, regra que busca ajudar na atração de outros investidores.
A proposta é ampliar o número de empresas brasileiras de inteligência artificial, suas receitas e sua presença internacional. O público-alvo será formado por startups cuja proposta de valor dependa diretamente do desenvolvimento e da aplicação dessa tecnologia.
Para se enquadrar, a inteligência artificial deverá fazer parte da estrutura do negócio e representar um diferencial competitivo. O foco inclui empresas que precisem de recursos para dados, modelos, infraestrutura computacional e contratação de profissionais especializados. O uso ocasional de ferramentas prontas, apenas como apoio a outras atividades, não se enquadra no perfil descrito.
Declarações dos presidentes
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o fundo poderá contribuir para a criação de empresas inovadoras, a formação e a manutenção de talentos no país e o aumento da produtividade. “Com este fundo, serão criadas condições para o surgimento de novas empresas inovadoras”, disse.
Para o presidente da Finep, Luiz Antonio Elias, o país precisa desenvolver competências próprias, além de utilizar soluções de inteligência artificial. “É preciso desenvolver capacidades nacionais para criar e aplicar essas soluções de forma alinhada aos nossos interesses estratégicos”, declarou.
O PBIA prevê o uso de inovações em inteligência artificial para melhorar a capacidade produtiva nacional e o bem-estar da população.







