ÁGUA CLARA — O empresário Humberto de Lima Marques, ex-candidato a prefeito do município nas eleições de 2024, foi preso na Operação Barattieri, do Gaeco. Dono do Irmãos Marques Supermercado, ele manteve quatro contratos com a prefeitura entre 2018 e 2019, no valor total de R$ 853.070,81, conforme registros do Portal da Transparência.
Também foram presas três servidoras municipais: Adriana Rosimeire Pastori Fini, ex-secretária de Educação de Água Clara; Ana Carla Benette, servidora pública; e Jânia Alfaro Socorro, servidora da educação. Segundo o Gaeco, a investigação apura um esquema de desvio de recursos públicos destinados especialmente à compra de gêneros alimentícios para a merenda escolar.
Contratos com a prefeitura
A contratação de maior valor foi a destinada ao fornecimento de merenda escolar. O valor inicial era de R$ 427.850,00 e recebeu um aditivo de R$ 106.962,50 ao longo de 2019, chegando a R$ 534.812,50.
Os outros três contratos eram voltados a obras e serviços de engenharia e à aquisição de materiais. Inicialmente, eles somavam R$ 274.827,00 e receberam acréscimos de R$ 43.431,31, alcançando R$ 318.258,31. Os registros não detalham quais obras foram realizadas nem quais materiais foram fornecidos.
Em 2024, Marques perdeu a eleição para a atual prefeita, Gerolina da Silva Alves. Ela foi reeleita com 74,82% dos votos válidos, enquanto a chapa de Humberto recebeu 25,18%.
No mesmo ano, o empresário apresentou recurso administrativo contra uma licitação municipal que habilitou a Zellitec Comércio e Produtos Alimentícios Eirelli como fornecedora de merenda escolar. Na ocasião, o Gaeco investigou a empresa na Operação Malebolge, em Água Clara.
As prisões de Marques e das servidoras ocorreram no âmbito da Operação Barattieri. O Gaeco afirma que as servidoras mantinham um esquema criminoso paralelo com o empresário. Não foi identificado quem atua na defesa de Marques.







