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Gaeco leva viaturas a endereços ligados à Prefeitura de Água Clara

Agentes estiveram em locais ligados a uma ex-secretária, uma servidora e um empresário; relação com a Operação Malebolge ainda não foi confirmada.

Gaeco leva viaturas a endereços ligados à Prefeitura de Água Clara

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), com apoio do Batalhão de Choque, levou viaturas a diferentes endereços de Água Clara na manhã desta segunda-feira (14). Os locais estão ligados à ex-secretária de Finanças Denise Medis, à servidora Ana Carla Benette e ao empresário Humberto Marques.

Os pontos visitados ficam próximos de endereços que foram alvo da Operação Malebolge, deflagrada em fevereiro de 2025 para investigar fraudes em licitações. Ainda não há confirmação de que a movimentação desta segunda-feira faça parte da mesma operação.

O que investiga a Operação Malebolge

A ação ocorreu em Campo Grande, Água Clara, Rochedo e Terenos e apura um esquema que teria desviado mais de R$ 10 milhões por meio de licitações fraudulentas para a compra de uniformes e outros materiais.

De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, a investigação identificou uma organização criminosa com atuação em Água Clara e Rochedo. Os grupos tinham núcleos diferentes, mas usavam o mesmo modo de operação. Um empresário seria responsável por articular o esquema, com a participação de servidores públicos e outros empresários.

Ana Carla Benette, que trabalhava na Prefeitura de Água Clara e era lotada na Secretaria Municipal de Educação, é acusada de receber R$ 15 mil em propina após emitir uma nota fiscal de R$ 200 mil para um fornecedor de merenda escolar. O documento se referia ao pregão nº 88/2023.

Segundo decisão do juiz Roberto Ferreira Filho, da 1ª Vara Criminal de Campo Grande, a servidora também teria pedido R$ 8 mil ao empresário para repassar à secretária Denise Rodrigues. A investigação aponta ainda que ela teria orientado o fornecedor a entregar uma quantidade menor de produtos para permitir a retirada de valores.

Em uma mensagem citada no processo, Ana Carla teria pedido o envio de apenas 50 caixas de folha sulfite: “Diminui cinquenta caixas aí, porque eu vou precisar pegar outro valor, entendeu?”

A prefeita Gerolina Alves foi procurada, mas as ligações foram direcionadas para a caixa de mensagem.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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