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Dívidas colocam pressão sobre famílias enquanto emprego e renda avançam

Indicadores de trabalho chegam a patamares recordes, mas inadimplência, juros e custo de vida dividem os discursos econômicos na eleição de 2026.

Dívidas colocam pressão sobre famílias enquanto emprego e renda avançam

A inadimplência aparece como um dos principais pontos de pressão sobre as famílias na disputa presidencial de 2026, ao lado dos juros elevados, do endividamento e do custo de vida. O tema é explorado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destaca os resultados positivos do mercado de trabalho.

A taxa de desemprego ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, conforme os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse foi o menor nível para o período desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012.

O país também registrou 103,5 milhões de pessoas ocupadas, considerando trabalhadores formais e informais. O rendimento médio mensal real chegou a R$ 3.777, recorde para um trimestre terminado em agosto.

Dois focos para a economia

Os números de ocupação, emprego e renda sustentam a estratégia de Lula na reta final da campanha. Esses indicadores costumam se relacionar à percepção das famílias sobre a economia, embora não sejam os únicos elementos levados em conta nessa avaliação.

Flávio Bolsonaro, por outro lado, concentra o discurso no aumento das dívidas e no impacto das despesas e dos juros sobre os consumidores. Os dois estão entre os principais nomes nas pesquisas realizadas antes da votação deste domingo (4).

Para Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados e colunista, a situação econômica continua favorável ao governo em termos gerais. Ele menciona a redução do desemprego e sinais recentes de desaceleração da inflação, mas aponta o endividamento como fator de pressão.

“O que tem de negativo, e que afeta potencialmente a popularidade do governo, é a questão da inadimplência”, afirmou Vale. Segundo ele, a combinação de juros elevados, população endividada e efeito das bets também afeta a inadimplência.

Fabio Bentes avalia que emprego e melhora do padrão de consumo tendem a favorecer governos que buscam a reeleição em diferentes países. No caso brasileiro, porém, ele vê forças em direções distintas e afirma: “Faz sentido que a disputa esteja tão acirrada como está para o governo federal e na maioria dos estados”.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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