O Ministério da Saúde orienta acionar o SAMU 192 em casos como problemas cardiorrespiratórios, dor no peito de aparecimento súbito e suspeita de infarto ou AVC. O motorista não precisa identificar sozinho a causa do mal-estar antes de pedir ajuda.
Se os sintomas afetarem a atenção ou o controle do veículo, a condução deve ser interrompida com segurança. O acostamento pode ser usado nessa situação porque o Código de Trânsito Brasileiro prevê uma exceção à infração de estacionar nesse local quando há motivo de força maior. A avaliação considera os sintomas, o risco e as circunstâncias da ocorrência.
Isso não significa que qualquer relato de desconforto afaste automaticamente uma autuação. A situação é examinada com base nos fatos disponíveis. Ainda assim, o condutor não deve continuar dirigindo sem condições por receio de multa.
Se conseguir controlar o carro, o motorista deve procurar uma área fora do fluxo e evitar manobras bruscas. Depois, precisa acionar o pisca-alerta. A sinalização com triângulo ou equipamento similar deve seguir as exigências aplicáveis à emergência, incluindo distância mínima de 30 metros da traseira, conforme a Resolução Contran nº 36/1998.
Quem estiver passando mal não deve sair do veículo para colocar o triângulo se isso oferecer risco no tráfego. Um acompanhante pode ajudar quando estiver em condições e a tarefa for segura. Caso contrário, o risco deve ser informado durante o atendimento. A decisão de deixar o carro também depende dos sintomas, do ambiente e das orientações recebidas.
Na ligação para o SAMU 192 ou para o atendimento da rodovia, é importante informar o nome ou número da rodovia e o quilômetro aproximado, o sentido da viagem e referências que ajudem a localizar o veículo. Também devem ser relatados os sintomas, quando começaram, se a pessoa está consciente e respirando normalmente e se o carro ocupa parte da pista ou está em um ponto de baixa visibilidade.
Em rodovias federais, a PRF pode ser acionada pelo 191 para apoiar a segurança da ocorrência. A concessionária também pode oferecer assistência no trecho administrado.
Mesmo que haja melhora momentânea, isso não confirma que o problema terminou. O motorista deve seguir a orientação do atendimento e não voltar ao volante enquanto os sintomas comprometerem sua capacidade. Se houver recomendação de avaliação médica, a viagem precisa ser organizada conforme essa orientação. Outro condutor só deve assumir quando estiver habilitado e em condições de dirigir.
Registros de chamadas e documentos de atendimento podem esclarecer posteriormente o motivo da imobilização, mas não devem atrasar o socorro. A prioridade é cuidar da pessoa, informar a localização, sinalizar quando for possível e aguardar orientação.







