A Caixa Econômica Federal desistiu de levar ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) o impasse com os empregados que participam da greve nacional iniciada na quinta-feira (10). O banco também informou à Contraf-CUT, na noite de domingo (13), que pretende retomar as negociações e suspender as punições anunciadas durante a mobilização.
Mesmo com a mudança de postura, a paralisação continua por tempo indeterminado. A Caixa afirmou que os canais de diálogo permanecem abertos, mas ainda não existe data para uma nova reunião com os sindicatos.
Impasse envolve o Saúde Caixa
O principal ponto de conflito é a proposta para o Saúde Caixa, plano de assistência dos empregados. Em assembleias realizadas na sexta-feira, os trabalhadores rejeitaram os termos apresentados. Em São Paulo, Osasco e região, 68% dos participantes votaram contra a proposta.
O plano previa elevar de 6,5% para 8% o limite de participação da Caixa no custeio. Também estabelecia contribuições dos empregados entre 2,30% e 4,10% do salário-base, conforme a idade. Para dependentes, os valores ficariam entre R$ 480 e R$ 660, de acordo com a faixa etária.
Entre as medidas oferecidas estavam um prêmio de R$ 3 mil por empregado, o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) em 18 de setembro e a antecipação de parcelas futuras da contribuição da Caixa para ajudar a cobrir o déficit do plano.
A proposta ainda previa R$ 236 milhões em ações de prevenção à saúde a partir de janeiro de 2027 e o pagamento de valores ligados ao Programa de Assistência Médico-Supletiva (PAMS) a partir do próximo ano.
Alternativas para os clientes
Durante a greve, a orientação é utilizar os canais alternativos da Caixa para realizar operações bancárias. Estão disponíveis o aplicativo, o internet banking, o WhatsApp, o Caixa Tem, os caixas eletrônicos, o Banco24Horas e o atendimento telefônico.
No Banco do Brasil, a adesão foi menor. A maior parte da categoria aprovou a proposta da instituição e encerrou a mobilização na sexta-feira, embora algumas bases ainda continuem paralisadas.







