Foodwatch, Yuka e a Liga contra o Câncer contestaram a avaliação da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) sobre o sal de aspartame-acesulfame. As entidades afirmaram que mais de 400.000 pessoas na Europa assinaram uma petição pela proibição preventiva do aspartame na União Europeia.
A EFSA informou que não encontrou preocupação de segurança nos usos e níveis atualmente declarados para o acesulfame K (E 950), o aspartame (E 951) e o sal de aspartame-acesulfame (E 962). A análise foi divulgada nesta quinta-feira (10).
Limites de consumo
O parecer confirmou a ingestão diária admissível do aspartame em 40 mg por quilograma de peso corporal por dia. Para o acesulfame K, o limite foi revisto e estabelecido em 15 mg por quilograma de peso corporal por dia.
De acordo com a EFSA, as estimativas atuais de exposição permanecem abaixo desses valores em todas as faixas etárias. A agência também recomendou a atualização das especificações da União Europeia para o E 962, de modo que elas acompanhem as regras aplicadas ao aspartame e ao acesulfame K usados em sua fabricação.
O sal de aspartame-acesulfame é autorizado em diversos alimentos e bebidas sem açúcar ou com conteúdo energético reduzido, incluindo refrescos e iogurtes. Depois de ingerido, ele se divide em aspartame e acesulfame K. A EFSA tem sede em Parma, na Itália.
Contestação das entidades
Em nota, as três organizações classificaram a decisão como “escandalosa”. Elas disseram que estudos científicos independentes recentes documentaram riscos à saúde que, na avaliação delas, não foram considerados adequadamente.
As entidades também citaram uma classificação feita em 2023 pelo Centro Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (CIIC), ligado à Organização Mundial da Saúde (OMS). Na ocasião, o aspartame foi descrito como “possivelmente cancerígeno para os seres humanos”, com base em uma análise da literatura científica independente disponível publicamente.








