A Prefeitura de Bonito restringiu as viagens noturnas de retorno de pacientes e equipes que estejam em outros municípios. A decisão foi tomada depois de seis acidentes envolvendo veículos usados pela Secretaria Municipal de Saúde ao longo de 2026. A nova regra começa a valer nesta terça-feira (29).
Pacientes que receberem alta no fim da tarde ou durante a noite deverão permanecer na cidade onde foram atendidos e retornar para Bonito somente na manhã seguinte. A exceção vale para situações de urgência ou emergência.
Dos seis acidentes registrados neste ano, cinco ocorreram em rodovias durante a noite ou no início da madrugada, todos depois de colisões com animais na pista. O outro acidente aconteceu na área urbana de Campo Grande. Apesar das ocorrências, não houve registro de pessoas feridas.
O caso mais recente ocorreu nesta terça-feira (29), entre Terenos e Anastácio. Uma ambulância que voltava de Três Lagoas para Bonito se envolveu no acidente.
Os veículos atingidos ou envolvidos nas ocorrências incluem duas ambulâncias, um Aircross da Secretaria Municipal de Saúde, um Kwid disponibilizado pela seguradora após o acidente com o Aircross, uma camionete Ranger da pasta e uma van de uma empresa terceirizada contratada pelo município. Os deslocamentos eram feitos para buscar pacientes e equipes que estavam em cidades como Campo Grande e Três Lagoas.
Como fica o retorno dos pacientes
Quando a alta ocorrer no fim da tarde ou à noite, o paciente deverá ficar no município onde recebeu atendimento até a manhã seguinte. O motorista responsável pelo transporte também permanecerá no local, usando a diária prevista para sua estadia. Depois, o retorno para Bonito será programado para o período da manhã.
A orientação também se aplica aos serviços terceirizados de transporte de pacientes. Já os deslocamentos imediatos com origem em Bonito e destinados a atendimentos de urgência ou emergência continuarão sendo realizados normalmente, conforme a necessidade do paciente e a avaliação da equipe de saúde.
O prefeito Josmail Rodrigues afirmou que a medida busca preservar os veículos públicos e proteger motoristas, pacientes e profissionais envolvidos no transporte. “Tivemos seis acidentes neste ano e, felizmente, não houve feridos”, disse.







