Abrir uma lata de milho, ervilha, molho, atum ou leite condensado e não usar tudo é comum. Apesar de parecer prático levar a embalagem aberta direto à geladeira, o mais indicado é transferir a sobra para outro recipiente.
Depois que a lata é aberta, ela não mantém a proteção do fechamento original. O alimento fica mais exposto ao ar, pode perder umidade, absorver cheiros da geladeira e apresentar mudanças de sabor e textura. O contato com o oxigênio também acelera a oxidação, enquanto o manuseio aumenta as oportunidades de contaminação por microrganismos.
Cobrir a lata com plástico-filme ou papel-alumínio não resolve totalmente a questão. Esses materiais não recompõem a vedação da embalagem e não impedem por completo a entrada de oxigênio. Além disso, o conteúdo continua em contato com o material da lata durante o período em que fica armazenado.
O que fazer com a sobra
A melhor forma de guardar o alimento é colocar o conteúdo em um pote limpo de vidro ou de plástico próprio para alimentos. O recipiente deve ter uma tampa que feche bem, reduzindo o contato com o ar e evitando que a comida absorva ou espalhe odores pela geladeira.
Depois de fechar o pote, leve-o à geladeira e evite manter a sobra em temperatura ambiente por períodos prolongados. Também vale anotar no recipiente a data de abertura da lata. Assim, fica mais fácil acompanhar há quanto tempo o alimento está guardado.
Em latas convencionais, que ficam completamente abertas após a retirada da tampa, a recomendação é fazer a transferência. Já produtos vendidos em recipientes com tampa de rosca, tampa de pressão ou sobretampa plástica podem continuar na embalagem original até o consumo, desde que sejam armazenados de acordo com as orientações do fabricante.
Quando descartar
Antes de abrir, observe a condição da embalagem. Latas estufadas, vazando, muito enferrujadas ou com amassados profundos devem ser descartadas. Esses problemas podem comprometer a vedação e permitir a entrada de microrganismos, incluindo a bactéria associada ao botulismo, uma intoxicação grave. Nesses casos, não prove o conteúdo para tentar verificar se está adequado.
A refrigeração e o uso de um pote fechado também não fazem a sobra durar indefinidamente. Se não for possível saber quando a lata foi aberta ou há quanto tempo o alimento está na geladeira, o mais seguro é não consumi-lo.
Cheiro azedo, rançoso ou diferente do habitual indica descarte. O mesmo vale para mofo, alteração de cor, espuma, bolhas inesperadas ou uma consistência viscosa, pegajosa e diferente do padrão. Se um alimento perecível permanecer por mais de 2 horas em temperatura ambiente, também deve ser descartado.
Alimentos contaminados nem sempre apresentam mudanças visíveis. Por isso, a ausência de alterações no cheiro, na aparência ou na textura não garante que a sobra esteja própria para consumo. Não prove o alimento para testá-lo; diante de dúvida sobre o tempo ou as condições de armazenamento, descarte.







