SÃO MARCOS — Cerca de 170 moradores foram retirados de suas casas após a Defesa Civil do Rio Grande do Sul alertar para o risco de rompimento da barragem Arroio São Luiz. As pessoas foram levadas para hotéis custeados pela Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan).
A área reúne cerca de 60 edificações, incluindo uma escola que suspendeu as aulas. Um aviso do sistema Cell Broadcast foi enviado à população às 15h53 de quarta-feira, com orientação para que os moradores se preparassem para deixar o local.
A equipe técnica da Corsan identificou trincas acompanhadas de vazamentos em partes da barragem depois do registro de mais de 170 milímetros de chuva em 24 horas no município. A estrutura tem volume aproximado de 420 mil metros cúbicos de água.
Até a manhã desta quinta-feira, 24, cerca de 11,5 mil imóveis estavam sem fornecimento de água. Outros 177,8 mil permaneciam sob risco de desabastecimento devido aos impactos da falta de energia elétrica nas estruturas da companhia.
A Corsan informou que continua monitorando a barragem. O diagnóstico técnico deve ser concluído até sexta-feira, 25, e servirá para orientar as medidas de manutenção e contingenciamento necessárias.
A Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) realiza uma vistoria técnica e acompanha a situação. O Plano de Ação de Emergência (PAE) foi acionado preventivamente, conforme os procedimentos de segurança previstos para esse tipo de ocorrência. O Gabinete Integrado de Gerenciamento de Desastres (GIGED) também instalou um Gabinete Local de Incidente no município.
Impactos das chuvas
A Defesa Civil registrou 174 ocorrências em 168 municípios do Rio Grande do Sul. Em 156 cidades houve danos humanos ou materiais relacionados a vendavais, chuvas intensas, enxurradas, granizo, inundações, alagamentos e deslizamentos. Os dados correspondem ao período de 18 a 24 de setembro de 2026, até as 10h15 desta quinta-feira, 24.
Caxias do Sul teve três mortes e uma pessoa ferida. Pelotas registrou um óbito. São José do Norte teve dois feridos, enquanto Aceguá, Charqueadas e Santa Maria registraram um ferido cada.
Pelotas concentrou o maior número de pessoas afetadas, com 336 mil, seguida por Santa Vitória do Palmar, com 30 mil, e Capão do Leão, com 27 mil. Em Capão do Leão, nove pessoas ficaram desabrigadas e 40, desalojadas. O município também teve imóveis destruídos ou danificados, além de ocorrências envolvendo um estabelecimento de saúde, uma escola, árvores, postes e trechos de fiação.







