Quando a abobrinha cresce cheia de folhas, abre flores amarelas e ainda assim não forma frutos, o primeiro passo não é colocar mais adubo nem regar todos os dias. Observe as flores, a luminosidade, o espaço para as raízes e a umidade do substrato. Ajustar um ponto por vez facilita descobrir o que está atrapalhando a produção.
A planta tem flores masculinas e femininas. As masculinas nascem em hastes finas, sem fruto na base. Já as femininas apresentam uma pequena abobrinha logo abaixo das pétalas. Esse ovário só continua crescendo depois de receber pólen.
Quando a mini abobrinha murcha, amarela ou apodrece logo após o surgimento, a falta de polinização é uma possibilidade. Isso pode acontecer em varandas altas, áreas teladas ou locais com poucas abelhas. Se houver flores dos dois tipos abertas na mesma manhã, use um pincel macio e seco: toque primeiro na flor masculina e depois no centro da feminina. O procedimento também pode ser feito retirando a flor masculina e encostando seu centro no centro da feminina.
Mais luz antes de mais adubo
A abobrinha pode sobreviver em meia-sombra, mas tende a produzir melhor com bastante claridade e algumas horas de sol direto. Coloque o vaso no ponto mais claro disponível, dando preferência ao sol da manhã e do início da tarde. Se a planta veio de um local sombreado, aumente a exposição aos poucos para evitar queimar as folhas.
Folhas espaçadas em hastes finas, crescimento lento e poucas flores podem indicar luminosidade insuficiente. Em períodos de calor intenso, mantenha a boa luminosidade e observe se o substrato está secando depressa. Folhas caídas no calor podem se recuperar no fim do dia; antes de regar, verifique a terra.
Vaso, raízes e umidade
Mesmo as variedades compactas precisam de um recipiente grande, profundo e com furos livres. Cultive uma planta por vaso, porque a disputa por espaço com outra abobrinha, tomateiro ou temperos vigorosos pode prejudicar flores e frutos.
A terra deve conservar alguma umidade, sem ficar encharcada. Afunde o dedo alguns centímetros: se estiver úmida, espere; se estiver seca nessa camada, regue devagar junto ao pé da planta até a água sair pelos furos. Esvazie o pratinho e evite molhar as folhas sem necessidade.
Dias quentes, ventosos e ensolarados secam o substrato mais rapidamente. Semanas frias ou chuvosas exigem menos água. Uma camada leve de palha limpa ou folhas secas, sem encostar no caule, ajuda a diminuir a perda de umidade.
Condução e sinais do clima
Muitas abobrinhas italianas têm crescimento em moita e não precisam subir em treliças. Forçar esse tipo de planta pode quebrar pecíolos, apertar folhas e dificultar o acesso às flores. Quando houver ramos longos, um apoio leve pode afastar folhas e frutos do chão. Use estacas firmes ou uma estrutura espaçosa, com tiras macias e folgadas.
Retire apenas folhas velhas, rasgadas, amareladas ou com sinais claros de doença. Uma poda pesada não faz a planta produzir: as folhas captam luz e ajudam a formar os frutos.
Frio, geada, chuva persistente, calor excessivo e ventos fortes podem reduzir o ritmo da planta e atrapalhar a polinização. Em locais de verão chuvoso, escolha um ponto arejado e com boa drenagem. A produção também diminui quando a planta envelhece ou passa por semanas de clima desfavorável.
Na próxima manhã com flores abertas, confira se existe uma flor masculina, localize uma feminina e observe a umidade da terra. Esses sinais ajudam a escolher entre polinização manual, mais luz ou uma rega melhor ajustada.







