WASHINGTON — China e Estados Unidos decidiram estender até 10 de janeiro a trégua comercial entre os dois países, anunciou o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent. O acordo de distensão econômica terminaria em 10 de novembro e prevê a redução de tarifas mútuas, além da ampliação de algumas isenções tarifárias pelos Estados Unidos.
A decisão foi divulgada durante a visita de Estado de Xi Jinping a Washington. O presidente chinês ficará na capital americana por três dias e terá conversas com Donald Trump sobre inteligência artificial (IA), a guerra no Irã e os temas centrais da relação entre os dois países.
Agenda inclui IA e conflito no Irã
As discussões sobre inteligência artificial devem abordar a criação de um canal de comunicação para tratar das preocupações relacionadas à tecnologia. A proposta foi analisada em conversas preliminares realizadas no domingo entre Bessent e He Lifeng, representante chinês.
China e Estados Unidos competem pela liderança em IA, e há poucas expectativas de um acordo sobre o tema. Jonathan Czin, do Instituto Brookings, afirmou que a possibilidade de resultados concretos para a reunião era baixa. Analistas também apontaram que a China já começou a considerar o cenário além do segundo mandato de Trump, que termina no início de 2029.
Xi declarou, em comunicado divulgado pela Xinhua, que espera manter conversas profundas com Trump sobre as relações bilaterais e a situação mundial. Em outra declaração, afirmou: “Nossos dois países devem ser parceiros, e não rivais”.
Trump recebeu Xi na Base Andrews, nos arredores de Washington, em uma atitude considerada excepcional para presidentes americanos em visitas de líderes estrangeiros. Após a cerimônia na Casa Branca, Trump avaliou: “Acho que foi um ótimo primeiro contato”.
A recepção provocou críticas de setores mais duros em relação à China dentro do próprio partido de Trump. O senador republicano Roger Wicker, presidente do Comitê de Serviços Armados do Senado, disse que Xi era um ditador não eleito e opressor. O secretário de Estado, Marco Rubio, respondeu que os líderes das duas principais potências armamentistas precisam conversar.
A programação inclui um banquete na Casa Branca na noite de quinta-feira. A visita será encerrada na manhã de sexta-feira, com um chá para os casais presidenciais e uma ida aos Arquivos Nacionais, onde está a Declaração de Independência dos Estados Unidos.








