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Taiwan e inteligência artificial dominam agenda de Trump e Xi em encontro nos EUA

Presidentes trataram de segurança, guerra comercial e relação entre as potências, mas evitaram mudanças profundas na rivalidade entre os países.

Taiwan e inteligência artificial dominam agenda de Trump e Xi em encontro nos EUA

A reunião entre Donald Trump e Xi Jinping terminou com a manutenção temporária da trégua comercial entre China e Estados Unidos. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou antes da chegada do presidente chinês que o objetivo havia sido alcançado até 10 de janeiro. A agência Xinhua informou que Xi celebrou o acordo, sem divulgar detalhes.

O encontro de cúpula ocorreu na quinta-feira (24) e também tratou de Taiwan, da guerra entre Estados Unidos e Irã e dos riscos ligados à inteligência artificial. As discussões, porém, foram consideradas superficiais diante da dimensão dos temas envolvidos.

Taiwan e Oriente Médio

Xi pediu que os Estados Unidos tratem Taiwan com prudência e se oponham à independência da ilha, considerada pela China parte de seu território. Para Bates Gill, do Escritório Nacional de Pesquisa Asiática, eventuais declarações de Trump contra a posição tradicional americana não significariam necessariamente uma mudança efetiva de política.

O presidente chinês também defendeu que Estados Unidos e Irã cheguem rapidamente a um acordo por meio de negociações. A China é parceira fundamental do Irã e se opôs à guerra conduzida pelos Estados Unidos e Israel. Washington gostaria que Pequim ajudasse a pressionar Teerã.

Disputa pela inteligência artificial

Xi afirmou que os dois países têm a responsabilidade de garantir que o desenvolvimento da inteligência artificial permaneça sob controle humano. Trump, por sua vez, escreveu na rede social Truth Social que deseja manter a tecnologia exatamente como está, em referência às propostas de regulamentação.

Dylan Loh, da Universidade Tecnológica de Nanyang, em Singapura, disse que existe consenso sobre os riscos da IA, mas não sobre a forma de administrá-los. Para ele, a desconfiança e a competição entre os países dificultam avanços na governança da tecnologia.

Gestos de aproximação

Apesar das divergências, Trump declarou que mantém com Xi uma grande amizade verdadeira. O líder chinês falou em relação pessoal e defendeu que as duas potências coexistam pacificamente. Ele também voltou a mencionar a chamada armadilha de Tucídides, teoria segundo a qual a disputa entre uma potência emergente e outra já estabelecida pode aumentar o risco de guerra.

Entre os compromissos anunciados, Xi prometeu convidar 100 mil jovens americanos para programas de intercâmbio na China ao longo de cinco anos. Também ofereceu o empréstimo de dois pandas a um zoológico em Atlanta.

A Casa Branca promoveu uma recepção com trombetas e bandeiras, um jantar de gala com mais de 130 convidados — entre eles integrantes da indústria de tecnologia americana e cerca de 20 membros da delegação chinesa — e um convite para que Xi visitasse as obras do futuro salão de baile.

Para Jared Mondschein, diretor de pesquisa do Centro de Estudos dos Estados Unidos, da Universidade de Sydney, o governo americano busca estabilizar a relação enquanto reduz sua vulnerabilidade diante de Pequim. Ele não vê, contudo, uma mudança profunda ou duradoura na rivalidade estratégica. Xi esperava uma extensão mais longa da trégua, mas, segundo Loh, também demonstrou realismo.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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