Um voo da Flydubai precisou pousar em Tabuk, na Arábia Saudita, após um incidente na cabine durante o trajeto entre Dubai e Tel Aviv. O comandante e o copiloto ficaram feridos e foram levados ao hospital, informou a empresa administradora do aeroporto.
A aeronave, identificada como FZ 1073, pousou às 9h45 (3h45 no horário de Brasília). A companhia aérea afirmou que o voo sofreu um incidente durante o trajeto e que todos os passageiros estavam em segurança.
Relatos de passageiros
Miryam Shira Ohayon contou que o avião sobrevoava a Jordânia quando um dos pilotos teria tentado esfaquear o outro. Segundo ela, a aeronave ficou praticamente fora de controle e passageiros conseguiram imobilizar o copiloto.
“O copiloto tentou matar o piloto e basicamente realizou um ataque suicida contra o avião”, disse Ohayon a repórteres, usando o viva-voz do celular segurado por sua mãe, enquanto aguardava no Aeroporto Ben Gurion, perto de Tel Aviv.
Ela também afirmou: “Estávamos prestes a cair”. De acordo com o relato, um médico prestou os primeiros socorros, e passageiros atenderam os dois pilotos. Não houve outros feridos, segundo Ohayon.
Yasmin Abukasis, mãe da passageira, disse que a filha ouviu gritos e relatou que um dos pilotos tentou matar o outro com uma faca. Outra passageira teria ido até a cabine, visto sangue e pedido ajuda. Pessoas permaneceram no local para imobilizar o homem enquanto o avião descia rapidamente.
Investigação e segurança
Vários veículos da imprensa israelense informaram que uma discussão entre os pilotos acionou um sinal de socorro. Dois pilotos que viajavam como passageiros teriam assumido o controle para realizar o pouso de emergência.
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, afirmou que um terrorista planejou derrubar o avião e matar israelenses. A companhia e as autoridades envolvidas não divulgaram detalhes nem a nacionalidade dos pilotos.
Segundo a emissora pública israelense Kan e o Canal 12, o Exército de Israel mobilizou caças diante do temor de um possível sequestro. O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse estar monitorando a situação, enquanto o Exército declarou que verificava as informações.








