CAMPO GRANDE — O músico mineiro Vitor Brauer está morando temporariamente em Campo Grande para criar um álbum gravado em Mato Grosso do Sul. A residência artística terá duração de três meses e faz parte do projeto Tréinquinumpára, que prevê a passagem do artista por cada capital brasileira para produzir um disco em cada uma delas.
Com mais de 30 discos lançados e uma trajetória ligada ao circuito independente, Vitor chegou à cidade neste fim de semana. A proposta é conviver com artistas locais e transformar a experiência na Capital em música. O trabalho ainda está no começo, e o músico afirmou que nem iniciou o disco de forma efetiva.
A temporada também já rendeu uma impressão positiva sobre a cidade. Vitor disse que encontrou muito samba, bares e pessoas animadas, contrariando a ideia de que Campo Grande seria um lugar parado. Ele também observou que a vida noturna continua em regiões da periferia depois da meia-noite, embora o centro fique mais vazio nesse horário.
Show no Jardim Parati
Antes da conclusão do álbum, o músico fará uma apresentação no domingo, 4 de outubro, às 16h, em um quintal no Jardim Parati. O formato será de voz e guitarra, com pedidos de músicas feitos pelo público. O espaço terá apenas 40 lugares, e os ingressos já estão esgotados. Uma nova data foi anunciada para o mês seguinte.
Mato Grosso do Sul será o último destino de Vitor em 2026. O projeto será retomado em 2027, com passagens previstas por São Paulo, Manaus e Brasília. A iniciativa deve ocupar uma década da vida do músico e já soma 9 residências e 9 discos, segundo uma publicação feita por ele. Ainda faltam 18 etapas para completar o plano.
Natural de Governador Valadares, em Minas Gerais, Vitor começou a tocar aos 12 anos, em 2001, em uma banda cover de Deftones. Além da carreira solo, integra a Lupe de Lupe, o grupo de pagode Lencinho e projetos como Desgraça, Tristeza Não Tem Fim, Ginge e Xóõ.
Sua produção reúne referências de rock, pagode, funk, punk, música brega, samba, heavy metal, folk e música eletrônica. Durante mais de uma década, ele organizou as próprias turnês por todas as regiões brasileiras, muitas vezes sem patrocínio ou leis de incentivo. A residência em Campo Grande segue essa trajetória de circulação e encontros com artistas de diferentes cidades.








