A produção industrial brasileira acumulou alta de 0,8% entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O desempenho, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi acompanhado por avanço de 0,6% no acumulado dos últimos 12 meses.
O resultado de agosto, porém, foi negativo: a atividade caiu 0,6% em relação a julho e recuou 1,2% diante de agosto de 2025. Na comparação mensal, a queda atingiu as quatro grandes categorias econômicas e 16 dos 25 ramos pesquisados.
Atividades que mais pressionaram o índice
A fabricação de produtos do fumo teve a maior retração na passagem de julho para agosto, com baixa de 23,4%. O setor interrompeu uma sequência de quatro meses de alta, período em que havia acumulado ganho de 32,5%.
Também contribuíram para o recuo mensal os produtos farmoquímicos e farmacêuticos, que diminuíram 5,5%, e as indústrias extrativas, com queda de 0,7%. Esta última atividade registrou o quarto mês consecutivo de perdas e acumulou redução de 4,7% nesse intervalo.
Houve ainda retrações em outros segmentos, como confecção de artigos do vestuário e acessórios, que caiu 3,3%; equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, com baixa de 4,0%; produtos de borracha e de material plástico, que recuaram 1,8%; produtos de metal, com queda de 1,6%; e outros equipamentos de transporte, que diminuíram 2,9%.
Na direção oposta, a fabricação de produtos alimentícios avançou 1,0% e teve a principal contribuição positiva do mês. O ramo cresceu pelo segundo mês seguido e acumulou alta de 2,2%. Produtos diversos subiram 8,4%, enquanto produtos químicos e metalurgia avançaram 0,9% e 0,8%, respectivamente.
Comparação com agosto de 2025
No confronto anual, 17 dos 25 ramos industriais tiveram queda. Os maiores impactos negativos vieram de produtos farmoquímicos e farmacêuticos, com recuo de 22,3%; máquinas e equipamentos, que diminuíram 8,0%; e produtos químicos, com baixa de 3,8%.
Também caíram produtos diversos, 11,6%; impressão e reprodução de gravações, 18,0%; produtos do fumo, 19,6%; e confecção de artigos do vestuário e acessórios, 10,6%.
Entre os setores que cresceram nessa base de comparação, destacaram-se veículos automotores, reboques e carrocerias, com alta de 6,6%, e indústrias extrativas, que avançaram 2,4%. Máquinas, aparelhos e materiais elétricos subiram 9,1%; metalurgia, 3,7%; bebidas, 4,4%; e produtos de madeira, 11,3%.
Categorias econômicas e acumulado do ano
Em agosto, bens de consumo semi e não duráveis recuaram 1,7%, enquanto bens de consumo duráveis caíram 1,0%. Bens de capital diminuíram 0,6%, e bens intermediários tiveram baixa de 0,2%.
No acumulado de janeiro a agosto de 2026, as maiores altas entre os ramos vieram das indústrias extrativas, com 6,1%; de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com 3,1%; e de veículos automotores, reboques e carrocerias, com 5,8%.
Entre as categorias econômicas, bens de consumo duráveis avançaram 2,1% no período, e bens intermediários cresceram 1,6%. Bens de consumo semi e não duráveis ficaram estáveis, com 0,0%, enquanto bens de capital recuaram 5,3%.







