MATO GROSSO DO SUL — A produção industrial de Mato Grosso do Sul cresceu 3,8% entre janeiro e julho de 2026, acima da média brasileira de 1,1%. O estado ficou na quarta posição entre os locais pesquisados pelo IBGE, mas perdeu ritmo ao longo do ano: depois de avançar 7,4% no primeiro quadrimestre, a atividade ficou sem variação entre maio e julho, sempre na comparação com os mesmos períodos do ano anterior.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF). Em julho, a indústria sul-mato-grossense produziu 3,5% menos que no mesmo mês de 2025. Em junho, havia registrado alta de 4,3% na comparação anual; em maio, recuou 0,6%.
Alimentos pressionam resultado de julho
A fabricação de produtos alimentícios foi a principal responsável pela queda de julho. O segmento recuou 10,7% ante o mesmo mês de 2025 e retirou 5,44 pontos percentuais do resultado geral da indústria estadual.
Entre os itens que contribuíram para a redução estão carnes bovinas frescas ou refrigeradas, açúcar cristal e resíduos da extração de soja. Na direção oposta, embutidos e outros preparados de carne suína, além de carnes suínas frescas ou refrigeradas, tiveram influência positiva.
O setor de papel e celulose cresceu 5,9% na comparação anual e adicionou 2,02 pontos percentuais ao resultado estadual. O desempenho foi influenciado pela produção de pastas químicas de madeira, branqueadas ou não.
As indústrias extrativas avançaram 6,1%, com ajuda do minério de ferro em bruto ou beneficiado. Já a extração de minério de manganês exerceu influência negativa. A fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis caiu 2%, pressionada pela menor produção de álcool etílico.
Acumulado do ano e dos últimos 12 meses
Mesmo com a queda mais recente, a indústria de alimentos acumula alta de 5,5% entre janeiro e julho e contribuiu com 2,74 pontos percentuais para o crescimento estadual de 3,8%. A fabricação de derivados de petróleo e biocombustíveis avançou 17,8% no período, impulsionada pelo álcool etílico.
Papel e celulose ficou praticamente estável, com alta de 0,1%, enquanto as indústrias extrativas recuaram 10,3%. No acumulado de 12 meses, porém, a produção industrial de Mato Grosso do Sul caiu 5%, terceiro pior resultado entre os locais pesquisados.
Nesse intervalo, a fabricação de derivados de petróleo e biocombustíveis recuou 40,9%, as indústrias extrativas diminuíram 11,5% e papel e celulose caiu 1,4%. A indústria de alimentos avançou 4,9% e reduziu parte das perdas.
No Brasil, a produção industrial cresceu 0,2% entre junho e julho e caiu 0,5% na comparação com julho de 2025. Nos sete primeiros meses, a alta foi de 1,1%; em 12 meses, o crescimento nacional chegou a 0,6%.








