Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo lideraram o ranking brasileiro de valor da produção da silvicultura em 2025. Os municípios registraram, respectivamente, R$ 1,8 bilhão e aproximadamente R$ 1 bilhão, conforme pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A silvicultura reúne atividades ligadas à exploração comercial de florestas plantadas. Brasilândia ficou na quarta posição nacional, com R$ 591,1 milhões. Com três cidades entre as quatro maiores produtoras, Mato Grosso do Sul alcançou R$ 5,6 bilhões, o equivalente a 13,7% do total brasileiro.
Minas Gerais liderou entre os estados, com R$ 9,2 bilhões, seguido pelo Paraná, com R$ 6,9 bilhões. Mato Grosso do Sul ficou na terceira posição.
Madeira para papel e celulose concentra produção
Em Três Lagoas, o valor da produção cresceu 216,3% em relação a 2024. O principal produto foi a madeira em tora destinada à fabricação de papel e celulose. A quantidade produzida aumentou 40,5%, enquanto o valor avançou 218,9%.
Os indicadores não representam a mesma medida: o volume informa a quantidade de madeira produzida, enquanto o valor também considera os preços recebidos pelos produtores.
Ribas do Rio Pardo subiu da sexta para a segunda posição nacional. O município produziu 4,9 milhões de metros cúbicos de madeira em tora para papel e celulose. Esse produto respondeu por R$ 903,7 milhões, ou 90,3% do valor da silvicultura local. Na comparação com 2024, o valor cresceu 180,8%.
Brasilândia também teve a madeira para papel e celulose como destaque, com alta de 30,8% na quantidade produzida. Entre Ribas do Rio Pardo e Brasilândia ficou General Carneiro, no Paraná, com R$ 718,3 milhões. O município ocupava a liderança em 2024 e terminou 2025 na terceira posição.
Os valores correspondem à produção florestal primária, como a madeira usada pela indústria. Eles não representam o faturamento das fábricas nem o valor das exportações de celulose.








