O uso de inteligência artificial pelos estudantes brasileiros muda conforme o tipo de atividade escolar. Fazer pesquisas iniciais sobre temas novos é a finalidade mais citada: 40% dos alunos recorrem a chatbots para isso, enquanto a média dos países da OCDE é de 31%.
Os dados fazem parte do relatório do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), divulgado pela OCDE nesta terça-feira (8). No Brasil, 48% dos estudantes afirmaram utilizar ferramentas de IA para ajudar nos estudos pelo menos uma vez por semana. A média da organização é de 46%.
Resumos e trabalhos escritos
Resumir textos aparece como a segunda finalidade mais mencionada entre os estudantes brasileiros: 31% disseram usar IA para essa tarefa. O índice fica próximo da média da OCDE, de 30%.
Já a elaboração de rascunhos para trabalhos escritos foi citada por 27% dos alunos do país. Nesse caso, o percentual brasileiro ficou abaixo da média da organização, de 29%.
O relatório também mostra que 11% dos estudantes brasileiros nunca ou quase nunca usam chatbots de IA em nenhuma das atividades escolares analisadas. Na média da OCDE, esse índice chega a 14%.
Como o Pisa é aplicado
Realizado a cada três anos pela OCDE, o Pisa contou com mais de 760 mil estudantes no mundo. A amostra representa cerca de 33 milhões de jovens entre 15 anos e 3 meses e 16 anos e 2 meses no momento da avaliação, em escolas de 91 países e economias participantes. Também era necessário ter pelo menos seis anos de escolaridade formal.
No Brasil, 30.140 estudantes fizeram a prova em 1.053 escolas. O grupo representa 2,1 milhões de jovens de 15 anos, cerca de 76% da população total de adolescentes nessa faixa etária no país, conforme a OCDE.
Os participantes responderam a dois testes de uma hora, com perguntas de múltipla escolha e dissertativas. Também preencheram um questionário contextual, concluído em cerca de 35 minutos, sobre estudantes, atitudes, crenças, lar e experiências escolares e de aprendizado.








