O Fusca 1972 de Kleber Francisco Meneghel Vargas chama atenção por onde passa. Conhecido entre os amigos como “Abacatão”, o carro verde Guarujá está com o médico psiquiatra há cerca de 15 anos e continua sendo usado durante a semana.
Mesmo distante do conforto dos modelos atuais, o Volkswagen provoca uma reação diferente de carros como Ferrari e Porsche. Kleber diz que as pessoas podem parar para admirar veículos de luxo, mas o Fusca é capaz de arrancar sorrisos.
“É um carro que tem muita memória afetiva”, resume o médico.
Lembranças de infância
A relação de Kleber com o modelo começou ainda na infância. Uma tia costumava buscar ele e os irmãos para levá-los à escola em um Fusca. Anos mais tarde, essa lembrança contribuiu para o vínculo com o próprio carro.
O veículo havia sido comprado inicialmente para a esposa, mas Kleber passou a ser quem mais o utilizava. Quando o assunto é vender o “Abacatão”, ele não demonstra intenção de abrir mão do companheiro de quatro rodas. “Rapaz, acho que não venderia não. Teria que pagar muito bem”, afirma.
Nas ruas, o carro também desperta reações de crianças e adultos. Crianças acenam, enquanto pessoas mais velhas lembram de Fuscas que tiveram em casa ou de veículos usados por pais e avôs. Para Kleber, essa conexão ajuda a explicar a graça do modelo.
Mecânica simples e proximidade
O psiquiatra reconhece que o carro não é superconfortável. Em compensação, destaca a mecânica simples do veículo de 1972 e a facilidade para dirigir e lidar com ele. O jeito do Fusca, segundo Kleber, também aproxima as pessoas.
A garagem ainda abriga uma Harley-Davidson Fat Boy, mas a motocicleta não mudou a relação do médico com o “Abacatão”. Para ele, o Fusca continua ocupando um lugar especial.








