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Gasolina E35 pode aumentar consumo e exigir atenção em carros antigos

A mistura com 35% de etanol ainda depende de estudos técnicos e pode afetar rendimento, funcionamento e manutenção de alguns veículos.

Gasolina E35 pode aumentar consumo e exigir atenção em carros antigos

A possível adoção da gasolina E35, com 35% de etanol anidro, pode reduzir o rendimento por litro e exigir atenção redobrada em veículos antigos, carburados ou exclusivamente a gasolina. A mudança ainda depende de estudos técnicos sobre desempenho, consumo, emissões e compatibilidade com componentes automotivos.

A proposta está prevista na Lei nº 14.993, de 2024, conhecida como Lei do Combustível do Futuro. Atualmente, a gasolina comercializada no País utiliza 32% de etanol anidro. Em agosto de 2025, passou a valer a gasolina E30, com 30% de etanol. Já em agosto de 2026, o percentual subiu temporariamente para 32%, na chamada E32. A decisão do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) tem duração de 180 dias, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período.

O que pode mudar no consumo

O engenheiro eletricista Thiago de Souza Maciel Oliveira explica que o etanol tem características energéticas diferentes das da gasolina. Com uma quantidade maior do biocombustível, o motor pode precisar injetar mais combustível para produzir a mesma energia.

“A gasolina terá mais oxigênio e maior octanagem, porém menor energia por litro”, afirmou Thiago.

Na transição da E32 para a E35, a estimativa apresentada pelo engenheiro é de aumento de 1% a 2% no consumo, dependendo do veículo e das condições de uso. Veículos flex e modelos mais modernos tendem a se adaptar melhor, enquanto carros antigos, carburados, importados e alguns modelos exclusivamente a gasolina podem ser mais sensíveis.

Carros antigos e manutenção

Nos veículos com sistemas mais antigos, a alteração pode aparecer como partida mais demorada, marcha lenta irregular, falhas na aceleração ou leve perda de desempenho. Nos carburados, a mistura não é corrigida automaticamente como nos sistemas eletrônicos, o que pode levar à necessidade de regulagem. Mangueiras e vedações antigas também entram na lista de componentes que merecem atenção.

Leandro Silveira, proprietário de um centro automotivo no Jardim Leblon, afirma que a maior proporção de etanol pode aumentar o desgaste de peças que entram em contato com o combustível, incluindo componentes do sistema de injeção. Segundo ele, carros flex tendem a não apresentar o mesmo tipo de desgaste, embora ainda possam ter alteração no consumo.

O mecânico também relaciona a mudança à octanagem para a qual os motores foram preparados. Para ele, veículos no Brasil são ajustados para trabalhar com até 32% de álcool na gasolina, enquanto a proposta considera 35%.

Como acompanhar o veículo

Enquanto os estudos não são concluídos, a orientação é observar o comportamento do próprio carro e manter a revisão prevista pelo fabricante. Os sinais indicados são aumento do consumo, dificuldade na partida, vazamentos, alterações na marcha lenta e acendimento da luz de injeção.

A recomendação é não trocar peças preventivamente sem diagnóstico. A necessidade de manutenção deve ser avaliada conforme os sintomas apresentados e as condições do veículo.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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