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Suspeito de liderar fraude com perfumes é preso em Foz do Iguaçu

Operação investiga movimentação superior a R$ 300 milhões e cumpre mandados em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Pernambuco.

Suspeito de liderar fraude com perfumes é preso em Foz do Iguaçu

Um homem apontado como líder de uma organização suspeita de movimentar mais de R$ 300 milhões com perfumes importados foi preso na manhã desta terça-feira (22), em Foz do Iguaçu (PR). O nome dele não foi divulgado.

A prisão ocorreu durante a Operação Perfume de Mulher, que tem como principal alvo o Grupo Top. Ao todo, são cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Pernambuco. Em Campo Grande, foram cumpridas 10 ordens judiciais.

Em uma casa na Rua Antônio Maria Coelho, no Bairro Vivenda do Bosque, as equipes permaneceram por cerca de três horas. Do imóvel, foram retirados malotes, caixas e dois veículos: um Toyota SW4, registrado em nome da empresa Segovia Gois e Cia Ltda., e um Fiat Fastback.

No bairro Monte Castelo, em um imóvel da Rua Zoroal Cícero, os agentes apreenderam um Toyota Corolla branco, registrado em nome de André de Souza Araújo. Também foram encontrados perfumes, celulares e uma agenda. O advogado Bruno Fernandes acompanhou os trabalhos no endereço, mas não quis dar entrevista.

Segundo a Receita Federal, a organização contava com empresas em nome dos próprios integrantes e outras registradas em nome de terceiros, usadas como “laranjas”. O grupo mantinha ainda uma rede para distribuir os produtos em diferentes estados.

A investigação começou após apreensões sucessivas relacionadas ao grupo. De acordo com Erivelto Torrico Alencar, superintendente substituto da 1ª Região da Receita Federal, foram mais de 20 apreensões até que a estrutura da organização fosse identificada.

A maior apreensão ocorreu em 2025, quando uma fiscalização encontrou mais de R$ 10 milhões em perfumes em um depósito no Bairro Coronel Antonino, em Campo Grande. A Receita afirma que os produtos entravam no Brasil pela fronteira com o Paraguai, principalmente por Ponta Porã. Depois, passavam por Campo Grande antes de seguir para São Paulo e Pernambuco.

Em Campo Grande, as mercadorias recolhidas foram colocadas em um caminhão-baú. Já em São Paulo, a apreensão ocupou quase três caminhões-baú, segundo o superintendente. Além dos perfumes, os agentes localizaram eletrônicos, celulares, roupas e medicamentos emagrecedores sem comprovação de importação regular.

A Receita também informou que influenciadores eram usados para divulgar os produtos nas redes sociais. A organização se apresentava na internet como uma das maiores vendedoras de perfumes árabes do Brasil.

A ação reúne Receita Federal, Ministério Público Federal e Ministério Público de Mato Grosso do Sul. A Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 100 milhões em bens e valores dos investigados, incluindo criptoativos.

Em 13 de outubro de 2025, uma operação conjunta da Receita Federal e da Garras, Delegacia de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros, foi realizada em um depósito na Rua Antônio Mena Gonçalves, no Bairro Coronel Antonino, em Campo Grande. Dois gerentes e dois motoristas foram presos e liberados após o pagamento de fiança de 20 salários mínimos cada. No local, foram apreendidos mais de R$ 15 milhões em perfumes árabes sem comprovação de origem.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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