CAMPO GRANDE — Raimundo Fernandes da Silva, conhecido pelo atendimento sorridente no Quiosque do Poeta, morreu aos 61 anos. O comerciante atuava havia mais de três décadas na Avenida Afonso Pena, onde ajudou a popularizar a venda de água de coco na região. A causa da morte não foi divulgada.
Raimundo estava internado desde a última semana de julho, depois de um quadro de pedra na vesícula que gerou complicações no pâncreas. O velório ocorreu na segunda-feira (21), e o sepultamento foi realizado no Cemitério Park Monte das Oliveiras.
Do comércio ambulante ao quiosque
A trajetória na avenida começou no início dos anos 90. Na época, Raimundo tinha dois filhos pequenos, de 4 e 5 anos, e encontrou no comércio ambulante uma forma de complementar a renda, ajudar nas despesas da família e pagar o aluguel no bairro Alves Pereira.
Pouco mais de um ano depois, ele deixou o emprego fixo para se dedicar integralmente à venda de água de coco. O consumo da bebida na Avenida Afonso Pena ainda não era uma tradição, mas o negócio cresceu. Raimundo passou a trabalhar entre o estacionamento do Parque das Nações Indígenas e o ponto conhecido no Parque dos Poderes.
Em 2014, foi inaugurado o Quiosque do Poeta, que atualmente se chama Container do Poeta. O espaço ficou conhecido pelas cadeiras coloridas e, com o tempo, ampliou o cardápio. Além da água de coco, passou a vender garapa, pão de queijo, picolés, mel, castanhas, rapadura, pimentas e compotas.
Com a atividade, Raimundo formou os filhos e manteve o sustento da família por décadas. Ele morreu neste domingo (20).








