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Projeto sobre manguezais leva estudantes de Igarassu a feira científica no Paraguai

Maria Giulia e Willyane foram premiadas na FEDECYT após vencerem uma competição nacional com pesquisa que monitora a qualidade da água.

Projeto sobre manguezais leva estudantes de Igarassu a feira científica no Paraguai

O projeto que monitora a qualidade da água dos manguezais garantiu às estudantes Maria Giulia Batista Farias Torres e Willyane Jessica Santos Lima o segundo lugar na Feria Departamental de Ciencia y Tecnología (FEDECYT), no Paraguai. As duas têm 15 anos e foram as únicas brasileiras premiadas na competição, realizada na última quinta-feira (17).

A pesquisa, desenvolvida no Centro de Educação Integral Fernando Henrique Lucena, em Igarassu, na Região Metropolitana do Recife, usa sensores e microcontroladores Arduino para acompanhar parâmetros da água, entre eles o pH. A proposta é reunir dados que ajudem a observar as condições dos manguezais e contribuam para a preservação do ecossistema.

Caminho até a premiação

A participação na feira internacional veio depois de uma sequência de resultados. Na Expoceti, competição regional, as estudantes ficaram em segundo lugar e receberam a credencial para disputar a Febratec. Na etapa nacional, o projeto conquistou o primeiro lugar e a medalha de ouro, resultado que garantiu a viagem ao Paraguai.

Durante o desenvolvimento, Maria Giulia e Willyane fizeram testes e aperfeiçoaram o protótipo com orientação da professora Alessandra Arcanjo. O trabalho também contou com acompanhamento no laboratório 7.0 do Sistema de Ensino Dulino.

“Quando a gente começou, queria fazer algo que tivesse relação com a nossa realidade e que pudesse ajudar de alguma maneira”, afirmou Giulia. Segundo a estudante, representar o Brasil na competição trouxe orgulho pelo trabalho realizado.

Com o resultado na FEDECYT, a dupla assegurou ainda uma vaga na Feria de Ciências e Tecnologia do Equador, prevista para 2027.

Incentivo dentro da escola

Aline Guedes, monitora que acompanhou o projeto no laboratório 7.0, disse que a experiência ajudou as alunas a confiar mais na própria capacidade de produzir ciência. Para ela, o estudo partiu de uma questão do território onde as estudantes vivem e buscou uma resposta com ciência e tecnologia.

Willyane afirmou que espera que a trajetória incentive outros alunos a criar projetos científicos na própria escola. A estudante disse que a ciência pode começar com uma pergunta simples e com a observação do que está ao redor.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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