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Polícia apura relatos de outros crimes sexuais contra motorista em Campo Grande

Outras mulheres procuraram a vítima após o relato nas redes sociais, mas ainda não registraram ocorrência na delegacia.

Polícia apura relatos de outros crimes sexuais contra motorista em Campo Grande

A Polícia Civil investiga possíveis outros crimes sexuais envolvendo David Cordeiro de Oliveira, de 36 anos, preso temporariamente sob suspeita de estuprar uma jovem de 20 anos durante uma corrida pelo aplicativo InDrive. Outras mulheres procuraram a vítima depois que o caso foi divulgado nas redes sociais e relataram situações semelhantes, mas nenhuma delas havia registrado ocorrência na delegacia até o momento.

A prisão aconteceu na noite de domingo (13), em uma ação do Setor de Capturas da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). A Justiça autorizou a prisão temporária por 30 dias. A decisão foi tomada pela juíza Vania de Paula Arantes, durante o plantão judicial, após pedido da Deam com parecer favorável do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).

Relato da jovem

A denúncia que levou à prisão ocorreu durante a madrugada de sábado (12). A jovem, que trabalha como assistente comercial, havia saído de uma festa no Centro e pedido uma corrida para voltar para casa, no Jardim Imá.

Segundo o relato, o trajeto transcorreu sem problemas. Ao chegar ao destino, o motorista teria acendido a luz interna do veículo, feito comentários sobre a aparência da passageira e dito que ela “não tem cara de que passa a perna nas pessoas”.

Em seguida, conforme a denúncia, David teria exposto o órgão genital, saído do banco da frente e ido para a parte traseira do carro, onde teria abusado da jovem. Ela afirmou que tentou se desvencilhar e abrir a porta até conseguir sair.

Depois que entrou em casa, a vítima percebeu que o motorista continuava parado em frente à residência, olhando para o celular e para dentro do imóvel. “Guardei o vestido, escovei os dentes, me senti suja”, relatou.

A juíza considerou que a permanência do investigado em liberdade poderia prejudicar a apuração. No documento, registrou que a prisão temporária era fundamental para a conclusão das investigações em andamento.

Antecedentes citados

David foi preso em março de 2014 por ato obsceno. Ele também foi denunciado pelo MPMS por tentativa de estelionato. De acordo com a denúncia apresentada em julho de 2024, teria tentado obter vantagem ilícita de R$ 150 mil por meio da transferência de um terreno com documentos falsos.

O Ministério Público informou que o crime não foi consumado por circunstâncias alheias à vontade do denunciado. A investigação sobre os possíveis novos crimes sexuais continua, e as mulheres que relataram situações semelhantes ainda não haviam procurado a delegacia.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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