CAMPO GRANDE — Moradores do Jardim Noroeste reclamam dos danos provocados pela passagem de patrolas, caminhões e guinchos nas ruas Evaristo da Veiga, Jordão e Era Atômica. As vias não têm asfalto e são usadas para o acesso de veículos pesados ao pátio da Funchal Empresa de Construção e Serviços, segundo a moradora Geiza Souza, de 40 anos.
Geiza afirma que os veículos deixam sulcos e buracos no trajeto até o local onde a empresa guarda caminhões e outros veículos. Na quarta-feira (23), um veículo teria passado novamente pela rua e causado novos danos. A moradora foi até o pátio para reclamar e ouviu de funcionários que não seria possível fazer a pavimentação com cascalho. “não podemos fazer nada”, teriam dito os funcionários, conforme o relato.
Nivelamento não teria resolvido o problema
Na sexta-feira (25), a empresa realizou o nivelamento dos buracos abertos pela passagem da patrola. Para Geiza, porém, o serviço apenas amenizou as condições da via e não trouxe uma solução definitiva. “Só mascararam o problema”, declarou.
A moradora conta que a situação piora quando chove. A terra se mistura com a água, formando lama nos pontos danificados. Ela diz que já caiu de moto no local e que o trecho também fica difícil para quem passa a pé. Geiza mora na região há 19 anos.
A moradora também afirma que os danos alcançaram as ruas Evaristo da Veiga e Era Atômica, usadas como acesso ao pátio. Segundo ela, a passagem frequente dos veículos da empresa agravou as condições das vias nas últimas semanas.
A Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) informou que a empresa citada não presta serviços de manutenção em vias não pavimentadas. A Funchal Empresa de Construção e Serviços foi procurada, mas não respondeu até a publicação.








