O Irã condicionou a retomada do tráfego no Estreito de Ormuz ao fim da guerra, ao desbloqueio de fundos congelados e à suspensão do bloqueio naval mantido pelos Estados Unidos. As exigências foram transmitidas por mediadores, segundo autoridades iranianas.
A passagem é um ponto central do conflito no Oriente Médio. Antes da guerra, o estreito era usado para transportar 20% do petróleo e do gás do planeta. Desde o início do conflito, o Irã mantém o tráfego bloqueado na região.
Condições apresentadas
Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, afirmou no sábado que o Catar levou as condições iranianas aos Estados Unidos. Em entrevista ao canal Al Jazeera, ele resumiu os termos como o encerramento da guerra em todos os fronts, a liberação dos recursos congelados e o fim do bloqueio naval americano.
O presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, confirmou que as mensagens foram entregues por intermediários. “Nossas mensagens e a explicação de nossas condições por meio de mediadores foram transmitidas de forma clara à outra parte”, disse, referindo-se aos Estados Unidos.
Ghalibaf também afirmou que não será possível voltar à situação anterior às negociações e reabrir o Estreito de Ormuz sem o cumprimento das exigências e dos compromissos assumidos pelo governo americano.
Os Estados Unidos iniciaram a guerra no fim de fevereiro, em uma ofensiva conjunta com Israel contra a República Islâmica, e mantêm o bloqueio aos portos iranianos.
Viagem prevista
O Ministério das Relações Exteriores do Irã informou no sábado que Mohsin Naqvi, ministro do Interior do Paquistão, viajará a Teerã neste domingo. O Catar atua como mediador no conflito.








