As apurações preliminares sobre o ataque em um voo da FlyDubai indicam que o copiloto Hamam al-Hammami agiu sozinho e não tinha vínculos identificados com grupos militantes. Agências de segurança de quatro países da região, com apoio dos Estados Unidos e de governos ocidentais, investigam as motivações do suspeito.
O caso aconteceu na última quarta-feira (30), em uma aeronave com 182 pessoas que seguia para Israel. Al-Hammami, cidadão de Omã, atacou o comandante com um machado e tentou assumir o controle do avião. Passageiros e tripulantes conseguiram imobilizá-lo, e a aeronave fez um pouso de emergência na Arábia Saudita. Os Emirados Árabes Unidos classificaram o episódio como um ataque terrorista.
Histórico na aviação
Fontes ligadas às investigações afirmam que o copiloto já havia sido impedido de pilotar pela Oman Air depois de provocar alertas relacionados a visões extremistas. Ele foi transferido para uma função administrativa na companhia aérea de Omã.
Mais tarde, al-Hammami foi contratado pela FlyDubai, empresa sediada nos Emirados Árabes Unidos. As verificações de segurança realizadas para a contratação se concentraram em registros criminais e não incluíram uma checagem aprofundada sobre possível radicalização.
A Royal Air Maroc informou que o suspeito também fez um treinamento teórico de três meses na empresa em 2025. Ele não foi escolhido para contratação ao final do processo.
As autoridades ainda investigam o que motivou o ataque. O episódio ocorreu durante o voo com destino a Israel e quase provocou a queda do avião antes da contenção do copiloto.






