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Furtos em unidades de água causam prejuízo de R$ 503,2 mil em Campo Grande

Investigação da Derf aponta 54 ocorrências, 1.517 metros de cabos furtados e prisão do suspeito indicado como líder do grupo.

Furtos em unidades de água causam prejuízo de R$ 503,2 mil em Campo Grande
Foto: Reprodução

Furtos de cabos de cobre em unidades da Águas Guariroba provocaram prejuízo de R$ 503,2 mil entre janeiro e agosto deste ano e afetaram o abastecimento de água em diferentes bairros da cidade. A investigação da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Roubos e Furtos (Derf) relacionou os crimes a uma organização criminosa.

Entre 28 de janeiro e 29 de agosto, a concessionária registrou 54 ocorrências. Aproximadamente 1.517 metros de cabos foram levados, com valor estimado em R$ 176 mil. Outros R$ 327 mil foram usados em reparos emergenciais e na substituição de equipamentos danificados.

Apontado como chefe do grupo, Bruno Batista Felix da Silva, de 32 anos, foi preso pela Derf no domingo (13). O inquérito conduzido pelo delegado José Roberto de Oliveira Júnior também levou ao indiciamento dos envolvidos.

Como o grupo atuava

A apuração identificou uma divisão de tarefas. Jefferson Ferreira da Silva, de 34 anos, conhecido como “Pocinho”, teria participado diretamente da retirada dos cabos ao lado de Tiago da Silva Flores e José Renato de Arruda Rodrigues, chamado de “Arrevoada”.

Bruno seria responsável por observar a movimentação nas proximidades das estações, participar do transporte dos cabos e controlar a venda do cobre e o pagamento aos executores. Luis Carlos da Silva conduziria os veículos usados para levar os integrantes aos locais, recolhê-los depois dos furtos e transportar o material. Fábio Caetano da Luz, conhecido como “Gauchinho Mecânico”, também teria dado apoio ao esquema.

Segundo depoimento prestado à Polícia Civil em 1º de setembro, Jefferson afirmou que recebia cerca de R$ 400 por ação. O pagamento ocorria após a venda do cobre. Ele também relatou que os furtos passaram a ocorrer com maior frequência nos meses mais recentes, chegando a quase diariamente.

Os investigadores apontaram um padrão de ação: invasão das estações, rompimento de obstáculos, corte da fiação e saída rápida com o material. Alguns investigados disseram ter sido recrutados por Bruno e relataram ameaças e agressões físicas contra quem se recusasse a participar ou desobedecesse às ordens.

Sequência de quatro ataques

Entre 15 e 18 de agosto, foram registrados quatro furtos em unidades diferentes. Na estação EAT 107, no Bairro São Conrado, os criminosos levaram aproximadamente 85 metros de cabos elétricos. A unidade parou de funcionar, afetando o abastecimento na região.

No dia seguinte, uma unidade na Coophavila teve outros 85 metros de cabos retirados. Em 17 de agosto, cerca de 40 metros foram furtados de uma estação no Bairro Vida Nova.

Em 18 de agosto, uma unidade próxima à Avenida Gunter Hans foi invadida. Aproximadamente 98 metros de cabos elétricos e duas motobombas foram levados. A retirada dos equipamentos e a interrupção da energia fizeram os motores de bombeamento parar, suspendendo a distribuição de água potável até a conclusão dos reparos.

Somados, os quatro episódios resultaram no furto de 308 metros de cabos e duas motobombas.

Prisão durante furto em usina

A investigação avançou após a prisão de quatro suspeitos durante um furto de cabos de cobre em uma usina fotovoltaica às margens da BR-163, em Jaraguari, no dia 24 de agosto. José Renato de Arruda Rodrigues, Jefferson Ferreira da Silva, Tiago da Silva Flores e Luis Carlos da Silva foram detidos no local.

A partir do flagrante, dos interrogatórios e da análise de imagens de monitoramento, a Derf identificou semelhanças entre a ação na usina e os ataques às unidades da Águas Guariroba. O cruzamento das informações também apontou a participação de outros integrantes.

Os envolvidos foram indiciados por crimes relacionados a furtos com rompimento de obstáculos, subtração de equipamentos destinados à transmissão e distribuição de energia, ataques contra serviço de utilidade pública e participação em organização criminosa. A Derf pediu ao Poder Judiciário a prisão preventiva dos investigados, considerando a repetição dos crimes, a estrutura do grupo e a interrupção de um serviço essencial.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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