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Ex-líder de facção deixa presídio para fazer endoscopia sob escolta em Campo Grande

Humberto Álvaro de Souza foi levado a uma clínica por 12 policiais penais; saída das 2 viaturas bloqueou a rua.

Ex-líder de facção deixa presídio para fazer endoscopia sob escolta em Campo Grande

Humberto Álvaro de Souza, conhecido como Alvinho ou Jacaré, deixou a Penitenciária Federal de Campo Grande na manhã desta quinta-feira (10) para realizar um exame de endoscopia. A transferência temporária contou com 12 policiais penais federais armados e 2 viaturas. Na saída, a Rua Antônio Maria Coelho foi fechada para a passagem da escolta.

O preso chegou à clínica às 8h40. O procedimento foi realizado, e ele deixou o local às 10h45. Humberto está custodiado na unidade desde 2019 e é apontado como ex-líder dos Guardiões do Estado, organização criminosa extinta do Ceará.

Situação na Justiça

Humberto responde por homicídios, tráfico de drogas, receptação e envolvimento em organização criminosa. Em julho deste ano, a Justiça do Ceará negou o pedido da defesa para que o restante da pena fosse cumprido em regime semiaberto, em uma unidade prisional sob responsabilidade do estado.

O Ministério Público do Ceará informou que, em março de 2020, mesmo preso, Humberto teria emitido um “salve” com ordens para ataques contra profissionais da segurança pública, principalmente policiais militares da Força Tática que atuassem na região do Siqueira, em Fortaleza.

Conforme processo em tramitação na 5ª Vara Federal de Campo Grande, ele deve permanecer na penitenciária pelo menos até outubro deste ano. A inclusão no sistema federal ocorreu em 31/10/2019, em razão da avaliação de que seu retorno ao estado de origem representaria risco à sociedade.

A Penitenciária Federal de Campo Grande foi inaugurada em dezembro de 2006 e fica na saída para Sidrolândia. A unidade tem 208 celas padrão e 12 destinadas ao Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Para ingressar no regime de segurança máxima especial, o preso deve atender a requisitos como ser líder de organização criminosa, integrar grupo com prática de atos violentos ou causar instabilidade no sistema prisional de origem.

Entre os detentos que já passaram pelo presídio está Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP. Ele cumpre pena cuja soma chega a 55 anos e 8 meses de reclusão e entrou no sistema federal em 2007.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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