A família E2 da Embraer foi projetada para voos de menor demanda, sem a necessidade de utilizar aeronaves grandes como as fabricadas por Boeing e Airbus. Os jatos também têm autonomia de voo e baixo consumo de combustível, características que ajudam a reduzir os custos das companhias aéreas.
A capacidade de operar com sistemas de navegação alternativos ficou em evidência após uma instabilidade global no GPS afetar aeronaves E2-195. O problema levou ao cancelamento de mais de 80 voos ao longo de terça-feira, 22, principalmente da Azul. A Embraer informou que a ocorrência não compromete a segurança das operações.
Três modelos e diferentes capacidades
A linha é formada pelos modelos E175-E2, E190-E2 e E195-E2. O primeiro transporta 90 pessoas; o segundo, 114; e o E195, maior avião comercial da Embraer, tem capacidade para 150 passageiros.
Os aviões foram apresentados em 2017 e receberam certificação em 2018. Segundo a Embraer, eles estão entre os mais silenciosos da categoria. A configuração dos assentos, agrupados de 2 em 2 — um na janela e outro no corredor —, oferece mais espaço aos passageiros.
Outro diferencial é o prazo de entrega. A fabricante consegue entregar as aeronaves aos compradores em dois anos, de acordo com as informações divulgadas pela própria empresa.
Operação e investigação da falha
No Brasil, os jatos são usados pela Azul, pela Latam e pela Placar, companhia que pertence à presidente do Palmeiras, Leila Pereira. Empresas dos Estados Unidos, Espanha, África do Sul, Holanda, Suíça, Japão, Polônia, Bélgica, Nigéria, China, Noruega, Canadá, México, Austrália e Suécia também operam os modelos ou fizeram pedidos.
A Embraer afirmou que acompanha a instabilidade junto aos operadores e ao fabricante do equipamento, além de oferecer suporte técnico aos clientes. A Honeywell Aerospace, responsável por equipamentos instalados nas aeronaves afetadas, disse estar avaliando “um problema que afeta aeronaves em todo o mundo, relacionado à recepção de sinais de GPS” para identificar a causa.







