A Coreia do Norte colocou em serviço o destróier Kang Kon e anunciou a necessidade de fortalecer sua capacidade de dissuasão nuclear. A entrada do navio na Marinha ocorreu no domingo, em Wonsan, enquanto Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão realizavam um exercício militar trilateral visto por Pyongyang como uma ameaça à segurança.
Kim Jong Un participou da cerimônia ao lado da filha adolescente. O serviço de inteligência da Coreia do Sul considera a jovem uma provável herdeira do líder norte-coreano. Imagens divulgadas pela imprensa estatal mostraram os dois percorrendo o navio e posando com marinheiros. Ela usava um vestido branco e um blazer.
Dois destróieres de 5.000 toneladas
O Kang Kon é o segundo destróier incorporado pela Coreia do Norte. O primeiro, chamado Choe Hyon, entrou em serviço em junho. De acordo com a imprensa estatal, os dois navios têm 5.000 toneladas e podem levar diferentes armas convencionais e nucleares.
Especialistas avaliam que as embarcações provavelmente foram construídas com ajuda russa. Em julho, Pyongyang afirmou ter realizado um teste de mísseis de cruzeiro com capacidade nuclear a partir do Kang Kon.
Pressão sobre os Estados Unidos
A movimentação naval ocorre depois que a Coreia do Norte rejeitou a proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reduzir um importante exercício militar com a Coreia do Sul. A iniciativa foi apresentada como um gesto de aproximação com Kim Jong Un.
Observadores avaliam que Pyongyang busca obter concessões maiores de Washington. O líder norte-coreano também tem direcionado mais atenção à modernização da Marinha, depois de anos de prioridade ao desenvolvimento de mísseis balísticos.
Em um discurso no domingo, Kim reconheceu que, até alguns anos atrás, o país não tinha navios de guerra adequados para sua missão. Especialistas externos afirmam que os sistemas de armas e radares dos destróieres podem ampliar as capacidades ofensivas e defensivas da Coreia do Norte.








