SÃO PAULO — Dois episódios recentes de interrupções no transporte aéreo embasaram a decisão da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) de permitir operações excepcionais no Aeroporto de Congonhas depois das 23h. A medida abrange pousos e decolagens de voos previamente agendados durante situações classificadas como “contingência sistêmica”.
Em dezembro do ano passado, ventos fortes levaram ao cancelamento de 571 voos e afetaram mais de 97 mil passageiros. Em abril deste ano, o prédio da torre de controle do espaço aéreo de São Paulo precisou ser esvaziado por uma suspeita de vazamento de gás. Na ocasião, 178 voos foram cancelados, atingindo mais de 38 mil passageiros.
Pedido das companhias aéreas
A solicitação foi apresentada pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que representa Gol, Latam e Azul. A entidade citou os dois casos para mostrar situações em que a extensão do período de funcionamento ajudou a reduzir os impactos aos passageiros.
As regras do terminal estabelecem funcionamento entre 6h e 23h. Segundo a Anac, a ampliação já ocorria havia anos com base na interpretação de uma resolução de 2008. A aprovação da diretoria formaliza a possibilidade para circunstâncias específicas, incluindo eventos climáticos e problemas operacionais significativos.
A autorização não altera o horário regular previsto para o aeroporto: ela se aplica a situações excepcionais e a voos que já estavam programados.








