CAMPO GRANDE — A quantidade de ovos do Aedes aegypti recolhida em armadilhas caiu 46,8% entre julho e agosto de 2026. A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) contabilizou 148.731 ovos em julho e 79.110 no mês seguinte.
A redução não significa que o mosquito deixou de se reproduzir na cidade. O monitoramento continua sendo feito por meio de ovitrampas, recipientes que atraem as fêmeas para a postura. Depois, as equipes recolhem e contam os ovos para identificar regiões com atividade do Aedes aegypti e orientar as ações de combate.
Contagem ao longo do ano
Maio teve o menor número registrado em 2026, com 63.515 ovos. A quantidade passou para 75.797 em junho e quase dobrou em julho, antes de recuar em agosto. O maior resultado do ano foi registrado em março, quando as armadilhas reuniram 223.412 ovos.
O painel de arboviroses também apresenta notificações de doenças por bairro. Esse indicador não é equivalente à contagem de ovos. Em agosto, o bairro Panamá concentrou o maior número de registros, com 16 notificações. No mesmo período, 63 notificações foram descartadas e duas continuavam em aberto.
Em julho, o Centro-Oeste liderou as notificações, com 20 registros. Naquele mês, o painel indicava 159 notificações descartadas e três casos de dengue. A comparação entre julho e agosto, isoladamente, não comprova uma relação entre a quantidade de ovos recolhidos e os registros de doenças.
A orientação aos moradores é eliminar água parada em vasos, pneus, garrafas e outros recipientes. Mesmo após a queda observada em agosto, as armadilhas continuaram encontrando ovos do mosquito.







