CAMPO GRANDE — A prefeita Adriane Lopes (PP) afirmou que, em setembro de 2025, precisou decidir entre manter o pagamento dos servidores em dia e ampliar as operações de tapa-buraco. Durante a assinatura de um decreto voltado aos taxistas, no Paço Municipal, ela disse ter optado pelos salários. Agora, a prefeitura pretende fazer um mutirão nas sete regiões da cidade para recuperar as ruas.
A prefeita também pediu compreensão aos taxistas e afirmou que o recapeamento de vias usadas pelo transporte deve começar ainda neste ano. “Peço um pouco mais de paciência, porque há muita coisa boa para acontecer”, declarou.
Recursos após o vendaval
Campo Grande teve a situação de emergência reconhecida pelo governo federal, mas os R$ 40 milhões solicitados pelo município ainda não foram recebidos. Adriane disse que o valor considera os danos e o número de pessoas que buscaram auxílio municipal. O plano emergencial foi encaminhado na sexta-feira (18) e depende de análise do Governo Federal.
Na área política, o apóstolo José Edmilson Oliveira, fundador da IECG (Igreja Evangélica Comunidade Global), publicou um vídeo em que pediu aos fiéis participação nas eleições, sem mencionar candidatos. Ele afirmou que a omissão “tem um preço” e comparou a ausência nas urnas ao episódio bíblico do profeta Elias.
O deputado federal Luiz Ovando afirmou que é verdadeira e foi feita em 2022 a gravação de Jair Bolsonaro declarando apoio a ele. A Justiça Eleitoral determinou a retirada do vídeo porque sua exibição em 2026 poderia levar à interpretação de que o apoio também se referia à candidatura deste ano. Ovando disse ter cumprido a ordem e chamou a decisão de censura. Também mencionou multa de R$ 5 mil, valor que, conforme a decisão relatada anteriormente, seria aplicado por dia de descumprimento.
A senadora Soraya Thronicke apresentou projeto para permitir que pacientes do SUS acompanhem a posição na fila de atendimento. A proposta inclui consultas, exames, cirurgias, medicamentos e profissionais disponíveis. O texto também prevê responsabilização por contratações repetidas de serviços privados sem justificativa técnica e estabelece implantação gradual, com prazo de até dois anos após a publicação do regulamento.
Na segunda-feira (21), Luis Carlos Hiroki Muta e Jean Marcos Ferreira tomaram posse no TRE-MS. Muta será titular até 2028, enquanto Jean assume como substituto. Os dois integram turma do TRF3 instalada em Campo Grande em fevereiro. Muta presidiu o tribunal no biênio 2024-2026, e Jean já atuou como juiz federal na Capital, em Coxim e em Corumbá.








