SANTA RITA DO PARDO — O bloqueio de veículos pesados nas pontes da MS-040 tem dificultado o embarque de gado e a entrega de insumos a produtores rurais de Santa Rita do Pardo. Relatos encaminhados ao Sindicato Rural citam problemas para enviar animais à JBS e receber produtos como diesel e calcário.
A interdição começou em 4 de setembro, mas a Caminhos da Celulose informou a medida em seu site apenas dois dias depois. A concessionária assumiu a rodovia e outras estradas da Rota da Celulose de Mato Grosso do Sul em fevereiro deste ano.
O Sindicato Rural questiona a falta de aviso antecipado, de sinalização e de informações sobre as condições das pontes. A entidade afirma que os produtores precisariam de pelo menos 15 dias para organizar compras, entregas e embarques. Também solicita placas em pontos estratégicos, como a saída de Campo Grande para Santa Rita do Pardo e a rotatória entre Bataguassu e Santa Rita do Pardo.
Relatos sobre a passagem de carretas
Marcelo Creste, proprietário da Fazenda Aliança, relatou que alguns veículos pesados teriam passado pelas pontes mesmo após o início da restrição. Segundo ele, duas rodocaçambas, cada uma com 46 toneladas de calcário, atravessaram a estrutura no dia 7 de setembro para fazer uma entrega na fazenda.
O produtor também afirmou que uma carreta carregada com milho passou por uma das pontes e entrou em uma propriedade vizinha. “Pode passar ou não pode passar?”, questionou, ao dizer que os produtores têm uma janela de plantio e não sabem quando a interdição terminará.
A Caminhos da Celulose negou a existência de exceções autorizadas para caminhões, carregados ou não. A empresa afirmou que há registros de veículos que romperam as barreiras de forma irregular e que esses casos são monitorados. Lombadas, barreiras físicas e equipes de acompanhamento foram instaladas, segundo a concessionária.
Rotas alternativas e prazo da reforma
A concessionária informou que a restrição ocorreu por causa de uma situação estrutural pontual identificada de forma emergencial, e não por uma obra programada. A empresa não detalhou quais reparos são necessários nem informou uma previsão para o fim da interdição.
Para veículos de grande porte entre São Paulo (SP), Bataguassu (MS) e Campo Grande (MS), a recomendação é usar a BR-267. Também foram indicados desvios pela BR-262, no trajeto entre Campo Grande e Três Lagoas, e pela BR-267, entre Nova Alvorada do Sul e Bataguassu.
O sindicato afirma que a rota alternativa não resolve as dificuldades dos produtores da região. Marcelo Creste resumiu a situação dizendo: “Estamos ilhados e a região segue com transtornos”.
Sobre a sinalização, a concessionária declarou que ela está presente em diversos trechos, mas algumas placas foram danificadas. A empresa informou que fará um reforço e instalará painéis de mensagem luminosos em pontos adicionais da rodovia.








