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Trabalhadores enfrentam falta de banheiros e bebedouros no Centro de Campo Grande

Quem trabalha nas ruas relata depender de compras, amizades ou da boa vontade de lojas para usar o banheiro e conseguir água.

Trabalhadores enfrentam falta de banheiros e bebedouros no Centro de Campo Grande

Trabalhadores que passam o expediente nas ruas do Centro de Campo Grande relatam dificuldade para encontrar banheiros públicos e pontos gratuitos de água. Para conseguir usar um sanitário, alguns recorrem a lojas conhecidas, enquanto outros precisam comprar algum produto ou voltar ao local onde trabalham.

Michel Hiroshi Nakao, de 22 anos, aborda o público para apresentar um estabelecimento localizado a três quadras de onde costuma ficar. Durante o trabalho, ele precisa retornar ao ponto de origem ou pedir ajuda em comércios próximos. A familiaridade com os funcionários facilita o acesso, mas a autorização não é garantida para quem não conhece ninguém.

Segundo Michel, trabalhadores do comércio de rua costumam indicar lojas onde há possibilidade de usar o banheiro. Ele afirma que a situação é mais difícil para pessoas desconhecidas e defende a instalação de bebedouros na região. A sede, diz, aparece entre as reclamações de quem trabalha e circula pelo Centro.

Douglas Rocha, de 40 anos, trabalha como promotor de vendas em diferentes pontos da cidade. Por já conhecer alguns locais, consegue recorrer a supermercados e ao Pátio Central. Em lanchonetes, porém, conta que o acesso muitas vezes está condicionado ao consumo de algum produto.

A falta de estrutura também influencia, na avaliação dele, a escolha de onde fazer compras. Douglas afirma que algumas pessoas preferem shoppings ou galerias porque sabem que encontrarão banheiro, água e ar-condicionado. No Centro, ele diz, essas opções são mais difíceis.

Comércio assume pedidos durante o dia

Na loja de eletrodomésticos onde trabalha, a gerente Damares Ortega, de 29 anos, afirma que os pedidos para usar o banheiro são frequentes. O estabelecimento permite a entrada mesmo de quem não vai comprar, embora ela considere que atender essa demanda não deveria ser uma obrigação do comércio.

“não tem por que negar”, afirma Damares, ao explicar que considera o acesso uma questão de dignidade. Segundo ela, os pedidos vêm de pessoas de todas as idades, além de pessoas com deficiência. A gerente também relata contratempos relacionados ao uso do espaço, mas diz que a loja mantém a autorização porque não conhece a condição de quem solicita ajuda.

Damares avalia ainda que o atendimento pode aproximar a loja de possíveis clientes. Para ela, quem entra apenas para usar o banheiro pode voltar em outra ocasião para comprar.

Busca por opções públicas

Entre os locais que aparecem em uma busca por banheiros públicos estão o Parque das Nações Indígenas, com funcionamento das 6h às 21h; o Parque Ecológico do Sóter, das 6h às 20h30; e a Praça da Vila Margarida, aberta 24h. O banheiro da Praça Ary Coelho não aparece entre os resultados.

A Prefeitura de Campo Grande foi questionada sobre equipamentos disponíveis para a população na região central, mas não respondeu até a publicação. A Águas Guariroba também foi consultada sobre a existência de bebedouros ou de projetos para instalar esses pontos na área. Não houve manifestação até o momento.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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