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Badanin afirma que ambições de Putin reduziram espaço para uma retirada na Ucrânia

Para Roman Badanin, o presidente russo se tornou prisioneiro das próprias ambições e acredita que não pode abandonar o conflito.

Badanin afirma que ambições de Putin reduziram espaço para uma retirada na Ucrânia

O jornalista russo exilado Roman Badanin afirmou que Vladimir Putin se tornou prisioneiro das próprias ambições e passou a acreditar que não tem espaço para recuar na guerra contra a Ucrânia. Na avaliação do pesquisador, o presidente russo se mostra irredutível, embora a maioria das pessoas de seu círculo íntimo queira o fim do conflito.

Badanin disse que os comandantes militares que estão no campo de batalha compreendem o custo da guerra. Ele também avaliou que Putin é movido por impulsos básicos e que, no início da invasão, buscava uma vitória rápida para fortalecer sua posição dentro da Rússia e no exterior.

“Todos estão contra mim. Não posso recuar”, afirmou Badanin ao descrever o que acredita passar pela cabeça do presidente. Segundo o jornalista, Putin queria demonstrar que era um homem de verdade.

Após quatro anos e meio de guerra na Ucrânia, há poucos sinais de que os combates estejam perto do fim. O conflito se tornou o maior da Europa desde a Segunda Guerra Mundial, e alguns especialistas avaliam que o Kremlin pode se preparar para intensificá-lo em resposta ao apoio ocidental a Kiev.

Investigação sobre o presidente russo

Badanin passou mais de duas décadas investigando Putin e seu círculo íntimo. Ele é coautor, ao lado do jornalista Mikhail Rubin, do livro O Czar em Sua Própria Pessoa: Como Vladimir Putin Nos Enganou a Todos. Para produzir a obra, os dois entrevistaram cerca de 300 pessoas, incluindo algumas próximas ao presidente.

Os jornalistas foram forçados ao exílio depois que agentes do Serviço Federal de Segurança (FSB) invadiram suas casas em junho de 2021. Badanin, fundador do veículo de notícias investigativas Proekt, construiu sua carreira expondo a corrupção na Rússia.

Durante a apuração para o livro, ele viajou a uma ilha caribenha para encontrar um parlamentar russo que chegou em um iate. A experiência, segundo Badanin, revelou a dimensão da corrupção e a sensação de impunidade entre integrantes da elite política russa.

A edição francesa do livro recebeu, no mês passado, o Grande Prêmio de Estrasburgo. A obra tem 800 páginas e aborda mentiras, corrupção, casos extraconjugais e relações com o crime organizado.

Badanin afirmou que Putin, de 73 anos e no poder desde 2000, não deve ser subestimado. “Putin não é estúpido. E Putin não é, aparentemente, um covarde”, disse o jornalista.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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