Comportamentos como destruir objetos, fazer xixi fora do local habitual, lamber as patas em excesso e arranhar portas podem indicar ansiedade de separação em cães. O transtorno aparece quando há apego excessivo aos tutores e muitas vezes é confundido com carência ou carinho.
A médica veterinária comportamentalista Caroline Finkler explica que a destruição de objetos merece atenção quando os itens têm relação com o cheiro ou com a saída do dono. Um banco usado pelo tutor para amarrar os sapatos, por exemplo, pode ser associado pelo animal ao momento de ficar sozinho. Com o nervosismo, o cão pode danificar o objeto.
A estudante Bianca Proença relata que sua yorkshire Luli, de 8 anos, costuma deitar sobre roupas da tutora quando ela não está na cama. Quando era mais nova, a cadelinha também destruía as roupas da dona durante as saídas.
Fazer as necessidades fora do lugar, mesmo em animais adestrados, é outro sinal de alerta. Isso pode ocorrer por protesto ou pela excitação ao reencontrar o tutor. A cadelinha Olívia, companheira do estudante Pedro Blaya há mais ou menos 2 anos, faz xixi no chão quando ele volta. Ela também arranha a porta e late quando Pedro entra no banheiro.
Como lidar com o problema
Nos casos mais intensos, a ansiedade pode provocar salivação excessiva, taquicardia e comportamentos autodestrutivos. Caroline Finkler afirma: “Tem cachorros que eu atendi que já comeram a cauda por conta do estresse”.
O tratamento pode incluir treinos de independência, feitos com ou sem adestrador, e a oferta de brinquedos duradouros e interativos que não dependam do tutor para a brincadeira. O veterinário Maurício Berno cita como exemplo os brinquedos comestíveis.
Também é recomendado evitar interação sonora na hora de sair e recepções muito agitadas na chegada. A orientação é não repreender nem castigar o animal. Em muitos casos, o veterinário pode prescrever psicotrópicos. A avaliação profissional é necessária para definir a conduta adequada.







