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Advogado é enganado após ameaças de suposta facção e perde R$ 9.992,13

Vítima fez pagamentos via Pix e depósitos após receber ameaças contra si e familiares em Eldorado, no Mato Grosso do Sul.

Advogado é enganado após ameaças de suposta facção e perde R$ 9.992,13

Um advogado que já atuou na defesa de investigados da chamada “Máfia dos Cigarros” perdeu R$ 9.992,13 em um golpe com ameaças de morte. O caso foi registrado nesta terça-feira (22), depois que a vítima desconfiou de que estava sendo enganada.

Por volta das 11h30, um homem que se identificou como Rogério ligou para o advogado e afirmou pertencer ao Comando Vermelho. Ele disse que seria cobrada uma suposta taxa para garantir a segurança do bairro.

Quando a vítima se recusou a pagar, o suspeito aumentou as ameaças. Segundo o registro policial, afirmou que a cabeça do advogado estaria “a prêmio” dentro da facção por R$ 50 mil. A esposa e o filho da vítima também foram citados.

Para dar credibilidade ao relato, o homem mencionou dados pessoais da mulher, incluindo informações sobre o local onde ela trabalhava, além do nome do filho do advogado.

Pagamentos e investigação

Com medo, o advogado fez dois pagamentos via Pix para uma conta em nome de uma mulher: R$ 1.999,12 e R$ 993,01. As transferências somaram R$ 2.992,13.

As ameaças continuaram. Em uma chamada de vídeo, o suspeito passou a mencionar os pais do advogado e o sogro dele, que tem um estabelecimento comercial na cidade. Temendo pela segurança dos familiares, a vítima realizou cinco depósitos em um caixa eletrônico: dois de R$ 2 mil, um de R$ 1.900, um de R$ 1 mil e outro de R$ 100. Esses pagamentos totalizaram R$ 7 mil.

Mesmo depois de receber o dinheiro, o homem continuou a ameaçar o advogado. A vítima procurou a delegacia e ainda estava em chamada de vídeo quando o suspeito percebeu a situação. Em seguida, ele encerrou a ligação e apagou as mensagens e as informações enviadas pelo WhatsApp.

O advogado manifestou interesse em representar criminalmente contra os responsáveis. A investigação deverá identificar quem usou os números de telefone, quem recebeu os valores e se outras pessoas participaram do esquema.

O registro policial não aponta, até o momento, comprovação de envolvimento do Comando Vermelho. A menção à facção aparece no relato como parte das ameaças usadas para intimidar a vítima e obter os pagamentos.

O advogado já atuou na defesa de investigados em casos de contrabando de cigarros na região de fronteira e de réus apontados como integrantes de organizações ligadas ao esquema chamado de “Máfia dos Cigarros”.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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